quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Convocados para amanhã


A Académica e o Leixões defrontam-se, esta sexta-feira, pelas 20:30, num encontro a contar para 13ª jornada da Liga.

Antevisão do Treinador Domingos Paciência:

«O Leixões está a fazer um excelente campeonato, com um grande rendimento, ocupando o segundo lugar por mérito próprio. Cabe-nos, dentro das nossas capacidades e qualidades, fazer com que o jogo seja mais da Académica. Gostava de começar bem o ano e isso passa por uma vitória. Seria o melhor presente de anos. Espero que seja um dia especial», salientou Domingos Paciência, que completa 40 anos, no dia do jogo. 


Os 19 atletas convocados por Domingos Paciência são os seguintes:

29 – Peskovic
24 – Pedro Roma 
4 - Luiz Nunes
6 - Madej
9 – Carlos Aguiar
10 – Miguel Pedro
11 – Lito
15 – Orlando
16 – Licá
17 – Cris
18 - Sougou
19 – Pedrinho
21 – Éder
23 – Pavlovic
25 – Edson
28 – Nuno Piloto
30 - Pedro Costa
33 – Tiero
85 – Diogo Gomes

Feliz 2009


Queria deixar desta forma os meus votos sinceros de um bom ano de 2009 a todos os academistas e demais leitores (incluindo o Mourinho da SF). Que neste novo ano se possam festejar muitas vitórias da nossa Académica.

Um abraço ;)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Proposta de Alteração dos Estatutos

Na sequência do anunciado na última Assembleia Geral, já está disponível para apreciação dos sócios, a última versão da Proposta de Alteração dos Estatutos.

Os associados interessados poderão enviar as suas sugestões para o email especialmente criado para o efeito.

Pela importância do tema, a Direcção da AAC/OAF apela à participação de todos sócios.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal


O blog Académica em Dia 85 deseja a todos os académicos e demais leitores votos de um Feliz Natal, com muita saúde, paz e amor. E ao Pai Natal pedi um 2009 cheio de bons resultados para a nossa Académica.

Um abraço sincero, 
Rafa .

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sporting - Académica, 0-0
Peskovic encheu a baliza


Paulo Bento queria completar o melhor ciclo de resultados da época e fechar o ano em beleza, mas os jogadores não lhe deram essa «prenda». O Sporting não foi além de um nulo caseiro com a Académica, e leva um sabor amargo para a festa natalícia. A equipa leonina revelou demasiada ansiedade e não conseguiu ultrapassar uma Académica que soube encaixar-se bem no adversário e que teve um guarda-redes em grande plano.

O «onze» do Sporting apresentava cinco alterações na equipa, em relação ao jogo da Taça da Liga com o Marítimo. Tiago, Miguel Veloso, Adrien, Vukcevic e Yannick cederam os lugares a Rui Patrício, Caneira, Rochemback, Romagnoli e Postiga. Na Académica, e sem Garcés e Sougou, Domingos apostou em Lito e Éder para a frente de ataque. O capitão Pavlovic regressou à equipa, relegando Nuno Piloto para o banco.

O Sporting procurou assumir as despesas do jogo desde início, mas o arranque não foi muito dinâmico. Embora a equipa leonina se revelasse perigosa no último terço, como sempre, a bola não chegava lá muitas vezes (em condições). Isto porque o meio-campo estava a falhar muitos passes. A Académica também jogava em losango, que encaixava no do Sporting. Havia, por isso, mérito da equipa da Briosa, mas alguns erros da equipa da casa eram resultado de evidente desconcentração. A formação visitante começou a ganhar confiança e a subir no terreno, com Éder em bom plano.

Nos últimos dez minutos do primeiro tempo, porém, o Sporting voltou a crescer. Primeiro foi Izmailov a obrigar Peskovic a defesa apertada, e depois a bola chegou a entrar na baliza. Inspirados por um golo sofrido frente ao Barcelona, na Liga dos Campeões, a equipa leonina marcou rapidamente um livre, com a bola a acabar no fundo da baliza, mas o árbitro, Cosme Machado, não validou (41m).

O segundo tempo começou com um novo intérprete (Miguel Veloso, no lugar de Caneira), mas com o mesmo argumento. O Sporting continuou a ter mais posse de bola, mas continuava também a denotar alguma ansiedade, sobretudo a meio-campo. A zona intermediária dos visitantes revelava-se mais tranquila e, sem grandes correrias, ia chegando também à baliza de Rui Patrícia. Postiga ainda voltou a meter a bola no fundo da baliza, mas Cosme Machado viu o avançado sportinguista a dominar com a mão (54m).

Da bancada gritou-se o nome de Simon Vukcevic e Paulo Bento, alguns minutos depois, decidiu mesmo lançar o montenegrino, no lugar de Romagnoli (65m). Mas seria Hélder Postiga, mais uma vez, a falhar uma boa ocasião. Miguel Veloso cruzou e o número 23, solto ao segundo poste, atirou por cima. Postiga estava em noite de infortúnio, e pouco depois, na sequência de uma boa jogada de Vukcevic pela direita, falhou o alvo por alguns centímetros.

Domingos já tinha mexido (e bem) na equipa, tirando Lito e Diogo, para as entradas de Licá e Tiero. Paulo Bento respondeu com o último trunfo, Yannick Djaló, que foi encostar-se ao lado direito, com Vukcevic no flanco oposto.

Por esta altura já a Académica pouco atacava, mas o Sporting também não queria marcar. Nem Liedson estava em noite feliz. Na parte final do encontro o «levezinho» dispôs de algumas ocasiões, mas ou falhou o alvo, ou apareceu uma defesa de Peskovic. Já em período de descontos o guarda-redes da Académica «sacou» uma bola em cima da linha de golo, confirmando assim o estatuto de homem do jogo. Em Alvalade já se gritava golo, mas os adeptos leoninos tiveram de se contentar com o empate. 

sábado, 20 de dezembro de 2008

Lista de convocados

A Académica, 10ª classificada, com 12 pontos defronta, no próximo Sábado, o Sporting, 4ºclassificado com 22 pontos. O encontro a contar para a 12ª jornada, está marcado para as 20:30, em Alvalade, sob arbitragem de Cosme Machado.

Antevisão do jogo, pelo Treinador da Académica, Domingos Paciência:

«A Académica vai procurar fazer um bom jogo e estar ao nível, em termos de rendimento, do último jogo com um grande (F.C. Porto), em que tivemos muita posse de bola. Depois, temos de procurar um resultado diferente e para isso, é preciso fazer golos, portanto vamos tentar ser mais eficazes. Tentaremos ser uma equipa tranquila e manter a nossa identidade O Sporting pode ter mais ou menos dificuldades, consoante aquilo que a Académica fizer. Perder em Alvalade é normal, empatar é bom, então ganhar seria um bom Natal.»

Os 18 atletas convocados por Domingos Paciência são os seguintes:

1- Rui Nereu
29 – Peskovic
4 - Luiz Nunes
6 - Madej
9 – Carlos Aguiar
10 – Miguel Pedro
11 – Lito
15 – Orlando
16 – Licá
17 – Cris
19 – Pedrinho
21 – Éder
23 – Pavlovic
25 – Edson
28 – Nuno Piloto
30 - Pedro Costa
33 – Tiero
85 – Diogo Gomes

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Convocatória para Assembleia Geral


O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Académica/OAF, Prof. Dr. Paulo Mota Pinto, marcou uma Assembleia Geral de Associados para o próximo dia 28 de Dezembro, pelas 20:00 horas, no auditório do Estádio Cidade de Coimbra.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Académica de regresso às vitórias


A vitória desta noite da Académica traz boas notícias para os estudantes. O ciclo hiper-negativo que se arrastava desde a terceira jornada conheceu o seu fim. Há mais de dois meses que a equipa de Domingos Paciência não vencia, mas o golo de Orlando, aos 88 minutos, desempatou uma peleja que tudo tinha para terminar igualada. O Paços vinha de três bons resultados mas regressa à Mata Real de mãos a abanar. 76 dias depois, a Académica volta a deliciar-se com o doce sabor da conquista.

Vamos às más notícias. A partida no Cidade de Coimbra foi fraca. Em grande medida por culpa dos homens da casa, que marcaram bem cedo por Lito e depois raramente souberam encontrar a fórmula correcta para gerir esta vantagem. Demonstraram pouca qualidade na posse bola - ao contrário do demonstrado no Estádio do Dragão, por exemplo -, mobilidade escassa nos quatro homens do meio-campo e pouca predisposição para praticar um futebol assumidamente de ataque.

E se na primeira parte ainda aguentaram a melhoria gradual do P. Ferreira, no início da etapa complementar a quebra foi notória e podia ter saído bem cara aos estudantes. Após algumas tentativas, os castores empataram pelo incontornável William, que já leva oito golos na Liga e reparte a condição de melhor marcador com Nené (Nacional), mas nos instantes finais acabaram por largar o ponto que pareciam ter garantido. Mérito para o cruzamento de Cris e respectiva resposta de Orlando com a cabeça.

No início da segunda parte, Paulo Sérgio abdicou de um médio, colocou Carlos Carneiro ao lado de William, Ferreira bem aberto na direita, com Cristiano do outro lado. Foi premiado com o golo do empate.

Mesmo com o marcador equilibrado, o Paços manteve alguma superioridade mas, repentinamente, soçobrou ao bom final de jogo da Académica. Já com Tiero em campo, a Briosa partiu para um excelentes quarto-de-hora derradeiro, ameaçou em dois ou três lances e marcou aos 88 minutos.

Este triunfo, essencialmente, devolve alguma tranquilidade à equipa de Domingos Paciência. Sem fazer um grande jogo, longe disso, a Académica compensou grandes irregularidades no seu funcionamento com uma alma do tamanho do Fado. Estes três pontos na carteira forçam a equipa a jogar mais e melhor. Por esta noite, no entanto, o conjunto do centro do país está de parabéns, mesmo julgando que o empate seria o mais justo dos epílogos. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Convocados para amanhã


Os 18 atletas convocados pelo treinador Domingos Paciência são os seguintes:

24 – Pedro Roma
29 – Peskovic
4 – Luiz Nunes
6 - Madej
9 – Carlos Aguiar
11 - Lito
10 – Miguel Pedro
15 – Orlando
16 - Licá
17 – Cris
19 – Pedrinho
21 - Éder
25 - Edson
28 - Nuno Piloto
30 - Pedro Costa
33 – Tiero
85 – Diogo Gomes
99 – Garcés

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O jogo do sócio

O sócio número 1 da Académica, Dr. Joaquim Isabelinha, comemora, no próximo dia 5, 100 anos. Como forma, de homenagear o sócio mais antigo da Académica, a direcção da Académica anunciou hoje, uma campanha para sócios sob o tema : “O jogo do Sócio”.

Para o jogo Académica x Paços de Ferreira, todos os sócios da Académica terão entrada livre no Estádio, para além disto, ainda vão receber convites.

Campanha “o Jogo do Sócio” : 

Sócio com quotas regularizadas pode entrar livremente e levar um acompanhante;

Sócio com bilhete de época tem direito a mais dois convites;

Sócio com lugar cativo pode levar três acompanhantes.


Os convites podem ser levantados a partir de sexta-feira, dia 05, na loja da Académica, no Estádio Cidade de Coimbra.

Última hora
AAC e Tbz rescindem contrato


A direcção da Académica informou, hoje, em conferência de imprensa que rescindiu contrato, por justa causa, com a TBZ.
A partir deste momento, a gestão do Estádio Cidade de Coimbra está, exclusivamente, a cargo da Académica.

In, site Oficial

Bem, desta vez é que isto bateu mesmo no fundo... VOLTA ACADÉMICA!!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Petição em defesa da AAC-OAF

Chegou-me através do sistema de comentários a informação de que se estava a a realizar uma petição online em defesa da AAC-OAF. O que é certo é que os valores desta instituição andam longe daquilo que já foram no passado. Acho que vale a pena passar os olhos e assinar, através deste link.

Passo a citar:
"To:  Sócios e simpatizantes da AAC-OAF

A profusão de situações duvidosas verificadas nos últimos tempos na Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol não podem deixar os verdadeiros académicos indiferentes. Ver o nome da Académica envolvido nas teias da lei, associado a esquemas financeiros pouco claros, conotado com incumprimentos vários e com notícias negativas constantes na comunicação social, tem sido uma constante nos últimos anos. Adicionalmente, tem sido notória a total inexistência de uma política social, desportiva e universitária coerente e que honre os pergaminhos do clube e da instituição. Face a tudo isto, há que demonstrar a indignação, dar uma voz à vergonha que sentimos e à dor que nos assalta, clarificando perante os órgãos directivos da AAC-OAF o total repúdio por muitas das suas atitudes e pela forma como contribuiram para desvirtuar a verdadeira Académica, aquela que muitos de nós já começam a esquecer e que outros não podem, pura e simplesmente, conhecer. Aqueles que abaixo assinam, manifestam a sua total discordância e repúdio pelo estado a que chegou a AAC-OAF, demarcando-se totalmente dos seus órgãos directivos, exigindo a tomada de medidas que respeitem os seus verdadeiros valores, identidade e singularidade académica.

Sincerely,

The Undersigned "

Nuno Piloto entre a espada e a parede


Domingos Paciência promoveu algumas alterações para a partida de ontem. Os adeptos portistas esperavam ver Edson na lateral esquerda, mas o treinador optou por Pedro Costa. No meio-campo, destaque para a ausência de Nuno Piloto. O médio tinha participado em sete encontros da Liga, mas ontem nem sequer se levantou para realizar os habituais exercícios de aquecimento.

Nuno Patrão, empresário do jogador de 26 anos, acusa o presidente da Académica de ser o responsável pelo afastamento. “Não jogou por pressão do sr. José Eduardo Simões. O Nuno Piloto foi convidado a renovar e ainda não aceitou. Só por isso não foi titular no Dragão...”, assumiu.

Domingos Paciência, confrontado com esta situação, foi enigmático: “Esse assunto não é comigo. Não me merece mais qualquer comentário.”

Senhor presidente, não está na hora de ir embora? 

Fc Porto - Académica, 2-,1


Uma falha de marcação de Fucile permitiu à Académica marcar um golo que pouco justificava e lançar sobre o jogo uma discussão que ele nunca teve. Até ao momento em que o uruguaio se esqueceu de acompanhar Cris, e permitiu ao médio finalizar uma boa iniciativa de Miguel Pedro, a Académica praticamente não fizera cócegas ao adversário.

É verdade que a exibição portista não estava a ser das mais inspiradas, mas era pujante e personalizada. Dominava o adversário e o jogo. Já tinha inaugurado o marcador num cabeceamento de Rodriguez e ameaçava com alguma frequência o segundo golo. Sobretudo de cada vez que Hulk pegava na bola e estendia o jogo até à baliza contrária.

O brasileiro chegou a ouvir assobios, pela inconsequência que mostrava de vez em quando, mas ninguém o pode acusar de discrição. Às vezes ainda perde a lucidez para perceber o que é importante, mas a capacidade que tem de agitar o jogo é admirável. Cada vez se afirma mais como um craque... em potência. Ainda em crescimento.

Ora numa noite em que houve muito pouco Lucho, a acção de Hulk foi fundamental. Como foi a de Rodriguez, que até ficou com lágrimas nos olhos quando inaugurou o marcador. Ele que foi muito castigado durante muito tempo. Nessa altura, no instante do primeiro golo, o Dragão respirou fundo. A partir daquele momento podia tranquilizar.

Pensava-se nas bancadas. Com razão. A Académica foi até à meia-hora, seguramente, o adversário mais macio que passou esta época pelo Dragão. Defendia com muita gente, mas depois não saía de trás. Não construía uma jogada de ataque. Até que o tal golo de Cris mudou tudo. A equipa cresceu e em cima do intervalo Garcés ameaçou o segundo.

Mas foi só. Apenas quinze minutos de irreverência e atrevimento. O regresso dos balneários repôs as coisas no preciso ponto em que estavam antes do golo de Cris: o F.C. Porto mandão, muito subido no terreno, a jogar no meio-campo adversário e a procurar a baliza adversária. Uma boa jogada de Hulk permitiu a Raul Meireles marcar.

O golo deixou o F.C. Porto mais tranquilo e a Académica ainda mais tímida. O jogo parecia estar decidido. Ficou-o definitivamente quando Sougou teve uma entrada assassina sobre Fernando e foi naturalmente expulso. Cartão vermelho. Sem dúvidas. Elmano Santos teve até uma noite bem acertada. Nessa altura a vitória ficou segura.

Até ao fim o jogo arrastou-se na mesma toada: o F.C. Porto muito subido no terreno, sobretudo por Raul Meireles e Lucho, a não deixar o adversário jogar e a ameaçar uma ou outra vez o golo. Que podia ter chegado numa grande penalidade que Lucho atirou ao poste. No essencial, portanto, uma vitória sem discussão. No preciso dia em que se completava um mês sobre a última derrota azul e branca. Enfim, histórias do passado: são cinco vitórias consecutivas.

Para o próximo jogo, Sábado, com o Paços de Ferreira, o árbitro é Marco Ferreira, da Madeira.

domingo, 30 de novembro de 2008

Lista de convocados


A lista de convocados para o jogo de amanhã frente aos campeões nacionais do FC Porto é a seguinte:

1 - Rui Nereu
24 – Pedro Roma
29 – Peskovic
4 – Luiz Nunes
6 - Madej
9 – Carlos Aguiar
11 - Lito
10 – Miguel Pedro
15 – Orlando
17 – Cris
18 – Sougou
19 – Pedrinho
21 - Éder
23 – Pavlovic
25 - Edson
28 - Nuno Piloto
30 - Pedro Costa
85 – Diogo Gomes
99 - Garcés

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Viagem ao Porto


A Académica joga na próxima segunda-feira, as 18h15, no Estadio do Dragão e como sempre a Mancha Negra organiza a viagem para apoiar a equipa. O preço será de 20 eur para socios e de 30 eur para nao-socios, ja com o bilhete para o jogo incluido. A saida esta marcada para as 16h00 e as inscrições devem ser realizadas na sede do grupo, como habitualmente.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O empréstimo de jogadores em troca de minutos


Como é que se emprestam jogadores em Portugal? Quanto paga um clube para ter no plantel um jogador que não interessa a Quique Flores, Paulo Bento ou Jesualdo Ferreira? O Maisfutebol foi à procura das cláusulas contratuais que os denominados «grandes» assinam com aqueles que são chamados de «pequenos». Descobrimos que o F.C. Porto aplica uma regra diferente em relação aos rivais, regra essa que pode levar os clubes a ter de borla um, dois, três ou quatro jogadores no plantel.

Em tempo de crise, ter no plantel um jogador emprestado pelo F.C. Porto pode significar uma total ausência de custos salariais. Isto porque o número de jogos determina, no caso dos portistas, o valor que o clube receptor paga pelo atleta. Não é assim com todos os jogadores emprestados pelos dragões, mas tal acontece com muitos que actuam nos campeonatos profissionais em Portugal.

O Maisfutebol sabe que os acordos de cedência feitos pelo F.C. Porto com E. Amadora, V. Setúbal ou Académica, por exemplo, determinam que os clubes que recebem o jogador possam não ter de pagar nada por ele. Estranho? As cláusulas estão bem definidas nos contratos assinados: «Se efectuar menos de 50 por cento de todos os jogos oficiais o clube pelo qual o jogador joga, paga 85 por cento do contrato que ele tem com o F.C. Porto. Se efectuar entre 50 e 80 por cento dos jogos, o clube paga 35 por cento do vencimento. Se jogar mais de 80 por cento, o clube não paga nada.»

O tempo de utilização não significa que o jogador tenha de cumprir os 90 minutos. Os responsáveis portistas consideram como o tempo útil de utilização se o jogador actuar pelo menos em 46 minutos por partida. «Considera-se como utilização em jogo um período não inferior a 45 minutos», está estipulado numa das cláusulas contratuais.

Ou seja, se Nuno André Coelho, Monteiro, Bruno Gama, Bruno Vale, Leandro Lima ou Edson jogarem pelo menos 46 minutos em mais de 80 por cento dos jogos oficiais desta época, no final da temporada E. Amadora, V. Setúbal e Académica não têm de pagar qualquer verba ao F.C. Porto.

As negociações com os portistas contemplam que o acerto de contas é feito apenas no final da época, precisamente para definir quanto é que o clube ao qual o jogador esteve cedido tem a pagar.

José Manuel Meirim, professor de Direito Desportivo, explicou ao Maisfutebol que não existe qualquer impedimento na legislação para um jogador actuar de borla noutro clube: «Em bom rigor, quase que funciona como um estímulo e não visa limitar a utilização do jogador. O que pode suceder é no interior do clube haver alguma questão com os outros atletas que são preteridos. É uma liberdade contratual entre os dois clubes.»

Renteria, Cláudio Pitbull ou Fernando são excepções

No caso de um dos jogadores cedidos se lesionar, este acordo deixa de ter efeito. Foi o que aconteceu com Bruno Moraes, avançado cedido ao V. Setúbal, que está a recuperar de uma operação ao joelho. O ordenado, durante o tempo de inactividade, é pago pelo seguro. Depois, o acerto de contas entre o clube do Bonfim e os portistas é feito de outra forma: ou seja, contabiliza-se o número de jogos em que o jogador esteve disponível e os que foi utilizado, e encontra-se a percentagem de utilização.

Mas o F.C. Porto não empresta todos os jogadores nestes termos. Cláudio Pitbull e Fernando, por exemplo, não jogaram no Bonfim e na Reboleira, na época passada, desta forma. Estrela e Vitória pagaram aos dragões uma determinada verba que foi estipulada, independentemente dos minutos em que ambos actuaram.

Também Renteria está cedido ao Sp. Braga sem qualquer condicionalismo pela utilização. Seja ou não aposta de Jorge Jesus, os bracarenses pagam uma percentagem do vencimento do internacional colombiano que é fixa.

Estas excepções, chamemos-lhe assim, acontecem devido ao valor de mercado do atleta e do número de pretendentes que existem para o receber.

In, Mais Futebol

Mais uma derrota


Em terra de tradições há que mantê-las. É isso que o Benfica tem feito em Coimbra, onde já não perde há 35 anos, mesmo depois da revolução que Quique Flores fez no onze que defrontou a Académica este domingo. O espanhol mudou cinco peças e contou com o regresso de Ruben Amorim e a certeza dos penalties de Cardozo para conquistar a quarta vitória consecutiva no campeonato. Sem pressas para ser líder, como afirmara o treinador, os encarnados mantêm a perseguição ao Leixões, enquanto a Briosa leva seis jogos sem vencer.

Quique Flores colocou um onze surpreendente em campo: David Luiz foi lateral-esquerdo no lugar de Jorge Ribeiro e saíram Carlos Martins, Aimar, Katsouranis e Suazo. Entraram Binya, Reyes, Ruben Amorim e Cardozo. Uma revolução que deu à equipa um aspecto mais operário que talentoso. A Académica respondeu num 4x3x3 raro esta temporada. E aí, Lito e Sougou foram dor de cabeça para os laterais encarnados durante o primeiro tempo. Deixaram de ser tanta ameaça depois do 2-0, que nasceu num penalty que deixou muitas dúvidas.

As águias entraram bem na partida, ganharam vários cantos, mas faltava algo mais para pôr Peskovic em risco. Sem o conseguirem, levaram a que a Académica equilibrasse a partida e, depois, até foram os estudantes a criar o primeiro grande lance de perigo, com Sougou a atirar à trave.

O Benfica ressentia-se da falta de um criativo no miolo, mas é nessas alturas que Nuno Gomes tem o hábito de sobressair. O capitão fez mais uma assistência para golo, desta vez a descobrir Ruben Amorim, de pé esquerdo. Não finta, não progride com a bola em corrida? Pode ser, mas compensa com uma visão de jogo rara. Descobriu o caminho do golo e Ruben Amorim teve um regresso feliz após lesão.

Com o encontro dividido, o 1-0 tranquilizou as hostes encarnadas, mas do outro lado a Académica estava ainda muito atrevida e talvez a justificar outro resultado. Isso mudaria depois do intervalo.

Dos onze metros, Cardozo não falha

O intervalo trouxe os mesmos onzes, mas cedo os técnicos começaram a mexer nas equipas. E tudo por culpa do penalty assinalado por Pedro Proença. Com Cardozo em campo, uma grande penalidade transforma-se na certeza de golo e os encarnados tranquilizaram-se.

Depois, o Benfica mostrou-se equilibrado, sem passar por sobressaltos que teve noutras ocasiões. Quique Flores mudou o parceiro de Nuno Gomes no ataque, com a troca de Cardozo por Suazo. O hondurenho até teve a melhor ocasião do segundo tempo, ao atirar ao poste, e depois um cabeceamento ao lado, nos 90 minutos.

O Benfica não é o líder, como gritava a claque encarnada, mas usou a força a meio-campo para mostrar uma faceta mais equilibrada, mesmo que por vezes tenha deixado a Académica ter a bola.

Quique pôde dar descanso a peças importantes, lançou Balboa no final já depois de Ruben Amorim ter recebido aplausos na troca por Jorge Ribeiro. Liderada pelo capitão Nuno Gomes, a revolução encarnada acabou por ser tranquila, tal como é a espera por um deslize do Leixões.

Na próxima jornada, a nossa Académica irá defrontar o FC Porto, na Segunda Feira (1 de Dezembro, Feriado).

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mais um desaire
Belenenses - Académica, 1-0


Dois desenhos idênticos sobre o pano verde do Restelo resultaram num jogo aborrecido, com a bola a viajar quase sempre pelo ar e a fugir dos pés dos artistas (?). Ainda assim, o Belenenses conseguiu a primeira vitória da temporada, graças a um golo de Vinícius construído pelo esclarecido Zé Pedro: só mesmo ele traçava um risco de talento por cima do papel elaborado pelos treinadores.

Jaime Pacheco estruturou o Belenenses com um losango a meio-campo: Gomez era o mais recuado, Vinícius actuava na direita, Zé Pedro à esquerda e Silas a dez. Do outro lado, a mesma geometria: Nuno Piloto via de trás o que Tiero e Cris faziam ao lado de Licá, que se estreou na liga portuguesa.

Os estudantes de Domingos entraram um bocadinho de nada melhor na partida, sempre mais perto da área (não da baliza, entenda-se) de Júlio César. Mas o primeiro remate do jogo (8 minutos), a cargo de Tiero, foi tão fraco e revelador do que iria passar-se no resto do tempo.

Aos quinze acabaram, por momentos, os bocejos no Restelo. Zé Pedro descobriu Vinícius na área e o brasileiro, lançado esta noite para a titularidade, não perdoou na cara de Peskovic. Um golo que valeu muito.

A partir daí, o Belenenses só chegou a assustar já nos descontos do primeiro tempo. Antes, a Académica teve três situações de tiro: um cabeceamento de Berger após um canto, acção igual de Éder, e um livre de Orlando, aos 33 minutos, a obrigar Júlio César a defesa apertada. Depois de Vinícius não chegar a um cruzamento de Wender veio o descanso para bem do jogo e dos adeptos que marcaram boa presença no recinto.

Mais garra, quase o mesmo efeito

Domingos lançou Pavlovic para a segunda parte, mas nem sequer mexeu no sistema. Mais tarde lançaria Miguel Pedro e depois Sougou, com os estudantes à procura do empate. Mas foi o Belenenses que voltou melhor do descanso, com mais garra, embora os efeitos fossem os mesmos do primeiro tempo.

Zé Pedro fez um primeiro disparo à baliza de Peskovic, Roncatto teve uma boa iniciativa depois e até devia ter feito o 2-0. enquanto isso, a Académica atirou uma bola ao poste: ou melhor, Alex quase fazia autogolo após livre de Miguel Pedro.

Na parte final foi preciso os adeptos do Belenenses susterem a respiração, mas como quase sempre quando as equipas estão em baixo, a primeira vitória chega sempre com muito sofrimento.

Sem alteração no resultado, a Briosa acabou por perder ao fim de seis anos no Restelo e continua sem marcar fora, enquanto os lisboetas sobem na tabela e levantam o moral.

domingo, 16 de novembro de 2008

Convocados para o Restelo


Domingos Paciência resolveu fazer três alterações na lista de convocados para o encontro desta segunda-feira, no Restelo, frente ao Belenenses, no encerramento da oitava jornada da Liga.

Nuno Piloto e Miguel Pedro estão de regresso após recuperarem, respectivamente, de uma contractura e um traumatismo craniano, entrando para os lugares de Cléber e Diogo Gomes.

Ainda em relação ao último encontro dos estudantes, na semana passada, para a Taça de Portugal, assinale-se o retorno do guarda-redes Peskovic, para o lugar de Rui Nereu.

Pela primeira vez esta época, todo o plantel se encontra disponível, pelo que todas as outras ausências, nomeadamente as de Pedro Costa, Gonçalo, André Fontes e Madej devem-se a critérios de ordem técnica.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Peskovic e Pedro Roma; 
Defesas: Pedrinho, Berger Luiz Nunes, Orlando e Edson; 
Médios: Pavlovic, Nuno Piloto, Cris, Tiero e Carlos Aguiar; 
Avançados: Miguel Pedro, Licá, Lito, Éder, Sougou e Garcés.