terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Petição em defesa da AAC-OAF

Chegou-me através do sistema de comentários a informação de que se estava a a realizar uma petição online em defesa da AAC-OAF. O que é certo é que os valores desta instituição andam longe daquilo que já foram no passado. Acho que vale a pena passar os olhos e assinar, através deste link.

Passo a citar:
"To:  Sócios e simpatizantes da AAC-OAF

A profusão de situações duvidosas verificadas nos últimos tempos na Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol não podem deixar os verdadeiros académicos indiferentes. Ver o nome da Académica envolvido nas teias da lei, associado a esquemas financeiros pouco claros, conotado com incumprimentos vários e com notícias negativas constantes na comunicação social, tem sido uma constante nos últimos anos. Adicionalmente, tem sido notória a total inexistência de uma política social, desportiva e universitária coerente e que honre os pergaminhos do clube e da instituição. Face a tudo isto, há que demonstrar a indignação, dar uma voz à vergonha que sentimos e à dor que nos assalta, clarificando perante os órgãos directivos da AAC-OAF o total repúdio por muitas das suas atitudes e pela forma como contribuiram para desvirtuar a verdadeira Académica, aquela que muitos de nós já começam a esquecer e que outros não podem, pura e simplesmente, conhecer. Aqueles que abaixo assinam, manifestam a sua total discordância e repúdio pelo estado a que chegou a AAC-OAF, demarcando-se totalmente dos seus órgãos directivos, exigindo a tomada de medidas que respeitem os seus verdadeiros valores, identidade e singularidade académica.

Sincerely,

The Undersigned "

Nuno Piloto entre a espada e a parede


Domingos Paciência promoveu algumas alterações para a partida de ontem. Os adeptos portistas esperavam ver Edson na lateral esquerda, mas o treinador optou por Pedro Costa. No meio-campo, destaque para a ausência de Nuno Piloto. O médio tinha participado em sete encontros da Liga, mas ontem nem sequer se levantou para realizar os habituais exercícios de aquecimento.

Nuno Patrão, empresário do jogador de 26 anos, acusa o presidente da Académica de ser o responsável pelo afastamento. “Não jogou por pressão do sr. José Eduardo Simões. O Nuno Piloto foi convidado a renovar e ainda não aceitou. Só por isso não foi titular no Dragão...”, assumiu.

Domingos Paciência, confrontado com esta situação, foi enigmático: “Esse assunto não é comigo. Não me merece mais qualquer comentário.”

Senhor presidente, não está na hora de ir embora? 

Fc Porto - Académica, 2-,1


Uma falha de marcação de Fucile permitiu à Académica marcar um golo que pouco justificava e lançar sobre o jogo uma discussão que ele nunca teve. Até ao momento em que o uruguaio se esqueceu de acompanhar Cris, e permitiu ao médio finalizar uma boa iniciativa de Miguel Pedro, a Académica praticamente não fizera cócegas ao adversário.

É verdade que a exibição portista não estava a ser das mais inspiradas, mas era pujante e personalizada. Dominava o adversário e o jogo. Já tinha inaugurado o marcador num cabeceamento de Rodriguez e ameaçava com alguma frequência o segundo golo. Sobretudo de cada vez que Hulk pegava na bola e estendia o jogo até à baliza contrária.

O brasileiro chegou a ouvir assobios, pela inconsequência que mostrava de vez em quando, mas ninguém o pode acusar de discrição. Às vezes ainda perde a lucidez para perceber o que é importante, mas a capacidade que tem de agitar o jogo é admirável. Cada vez se afirma mais como um craque... em potência. Ainda em crescimento.

Ora numa noite em que houve muito pouco Lucho, a acção de Hulk foi fundamental. Como foi a de Rodriguez, que até ficou com lágrimas nos olhos quando inaugurou o marcador. Ele que foi muito castigado durante muito tempo. Nessa altura, no instante do primeiro golo, o Dragão respirou fundo. A partir daquele momento podia tranquilizar.

Pensava-se nas bancadas. Com razão. A Académica foi até à meia-hora, seguramente, o adversário mais macio que passou esta época pelo Dragão. Defendia com muita gente, mas depois não saía de trás. Não construía uma jogada de ataque. Até que o tal golo de Cris mudou tudo. A equipa cresceu e em cima do intervalo Garcés ameaçou o segundo.

Mas foi só. Apenas quinze minutos de irreverência e atrevimento. O regresso dos balneários repôs as coisas no preciso ponto em que estavam antes do golo de Cris: o F.C. Porto mandão, muito subido no terreno, a jogar no meio-campo adversário e a procurar a baliza adversária. Uma boa jogada de Hulk permitiu a Raul Meireles marcar.

O golo deixou o F.C. Porto mais tranquilo e a Académica ainda mais tímida. O jogo parecia estar decidido. Ficou-o definitivamente quando Sougou teve uma entrada assassina sobre Fernando e foi naturalmente expulso. Cartão vermelho. Sem dúvidas. Elmano Santos teve até uma noite bem acertada. Nessa altura a vitória ficou segura.

Até ao fim o jogo arrastou-se na mesma toada: o F.C. Porto muito subido no terreno, sobretudo por Raul Meireles e Lucho, a não deixar o adversário jogar e a ameaçar uma ou outra vez o golo. Que podia ter chegado numa grande penalidade que Lucho atirou ao poste. No essencial, portanto, uma vitória sem discussão. No preciso dia em que se completava um mês sobre a última derrota azul e branca. Enfim, histórias do passado: são cinco vitórias consecutivas.

Para o próximo jogo, Sábado, com o Paços de Ferreira, o árbitro é Marco Ferreira, da Madeira.

domingo, 30 de novembro de 2008

Lista de convocados


A lista de convocados para o jogo de amanhã frente aos campeões nacionais do FC Porto é a seguinte:

1 - Rui Nereu
24 – Pedro Roma
29 – Peskovic
4 – Luiz Nunes
6 - Madej
9 – Carlos Aguiar
11 - Lito
10 – Miguel Pedro
15 – Orlando
17 – Cris
18 – Sougou
19 – Pedrinho
21 - Éder
23 – Pavlovic
25 - Edson
28 - Nuno Piloto
30 - Pedro Costa
85 – Diogo Gomes
99 - Garcés

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Viagem ao Porto


A Académica joga na próxima segunda-feira, as 18h15, no Estadio do Dragão e como sempre a Mancha Negra organiza a viagem para apoiar a equipa. O preço será de 20 eur para socios e de 30 eur para nao-socios, ja com o bilhete para o jogo incluido. A saida esta marcada para as 16h00 e as inscrições devem ser realizadas na sede do grupo, como habitualmente.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O empréstimo de jogadores em troca de minutos


Como é que se emprestam jogadores em Portugal? Quanto paga um clube para ter no plantel um jogador que não interessa a Quique Flores, Paulo Bento ou Jesualdo Ferreira? O Maisfutebol foi à procura das cláusulas contratuais que os denominados «grandes» assinam com aqueles que são chamados de «pequenos». Descobrimos que o F.C. Porto aplica uma regra diferente em relação aos rivais, regra essa que pode levar os clubes a ter de borla um, dois, três ou quatro jogadores no plantel.

Em tempo de crise, ter no plantel um jogador emprestado pelo F.C. Porto pode significar uma total ausência de custos salariais. Isto porque o número de jogos determina, no caso dos portistas, o valor que o clube receptor paga pelo atleta. Não é assim com todos os jogadores emprestados pelos dragões, mas tal acontece com muitos que actuam nos campeonatos profissionais em Portugal.

O Maisfutebol sabe que os acordos de cedência feitos pelo F.C. Porto com E. Amadora, V. Setúbal ou Académica, por exemplo, determinam que os clubes que recebem o jogador possam não ter de pagar nada por ele. Estranho? As cláusulas estão bem definidas nos contratos assinados: «Se efectuar menos de 50 por cento de todos os jogos oficiais o clube pelo qual o jogador joga, paga 85 por cento do contrato que ele tem com o F.C. Porto. Se efectuar entre 50 e 80 por cento dos jogos, o clube paga 35 por cento do vencimento. Se jogar mais de 80 por cento, o clube não paga nada.»

O tempo de utilização não significa que o jogador tenha de cumprir os 90 minutos. Os responsáveis portistas consideram como o tempo útil de utilização se o jogador actuar pelo menos em 46 minutos por partida. «Considera-se como utilização em jogo um período não inferior a 45 minutos», está estipulado numa das cláusulas contratuais.

Ou seja, se Nuno André Coelho, Monteiro, Bruno Gama, Bruno Vale, Leandro Lima ou Edson jogarem pelo menos 46 minutos em mais de 80 por cento dos jogos oficiais desta época, no final da temporada E. Amadora, V. Setúbal e Académica não têm de pagar qualquer verba ao F.C. Porto.

As negociações com os portistas contemplam que o acerto de contas é feito apenas no final da época, precisamente para definir quanto é que o clube ao qual o jogador esteve cedido tem a pagar.

José Manuel Meirim, professor de Direito Desportivo, explicou ao Maisfutebol que não existe qualquer impedimento na legislação para um jogador actuar de borla noutro clube: «Em bom rigor, quase que funciona como um estímulo e não visa limitar a utilização do jogador. O que pode suceder é no interior do clube haver alguma questão com os outros atletas que são preteridos. É uma liberdade contratual entre os dois clubes.»

Renteria, Cláudio Pitbull ou Fernando são excepções

No caso de um dos jogadores cedidos se lesionar, este acordo deixa de ter efeito. Foi o que aconteceu com Bruno Moraes, avançado cedido ao V. Setúbal, que está a recuperar de uma operação ao joelho. O ordenado, durante o tempo de inactividade, é pago pelo seguro. Depois, o acerto de contas entre o clube do Bonfim e os portistas é feito de outra forma: ou seja, contabiliza-se o número de jogos em que o jogador esteve disponível e os que foi utilizado, e encontra-se a percentagem de utilização.

Mas o F.C. Porto não empresta todos os jogadores nestes termos. Cláudio Pitbull e Fernando, por exemplo, não jogaram no Bonfim e na Reboleira, na época passada, desta forma. Estrela e Vitória pagaram aos dragões uma determinada verba que foi estipulada, independentemente dos minutos em que ambos actuaram.

Também Renteria está cedido ao Sp. Braga sem qualquer condicionalismo pela utilização. Seja ou não aposta de Jorge Jesus, os bracarenses pagam uma percentagem do vencimento do internacional colombiano que é fixa.

Estas excepções, chamemos-lhe assim, acontecem devido ao valor de mercado do atleta e do número de pretendentes que existem para o receber.

In, Mais Futebol

Mais uma derrota


Em terra de tradições há que mantê-las. É isso que o Benfica tem feito em Coimbra, onde já não perde há 35 anos, mesmo depois da revolução que Quique Flores fez no onze que defrontou a Académica este domingo. O espanhol mudou cinco peças e contou com o regresso de Ruben Amorim e a certeza dos penalties de Cardozo para conquistar a quarta vitória consecutiva no campeonato. Sem pressas para ser líder, como afirmara o treinador, os encarnados mantêm a perseguição ao Leixões, enquanto a Briosa leva seis jogos sem vencer.

Quique Flores colocou um onze surpreendente em campo: David Luiz foi lateral-esquerdo no lugar de Jorge Ribeiro e saíram Carlos Martins, Aimar, Katsouranis e Suazo. Entraram Binya, Reyes, Ruben Amorim e Cardozo. Uma revolução que deu à equipa um aspecto mais operário que talentoso. A Académica respondeu num 4x3x3 raro esta temporada. E aí, Lito e Sougou foram dor de cabeça para os laterais encarnados durante o primeiro tempo. Deixaram de ser tanta ameaça depois do 2-0, que nasceu num penalty que deixou muitas dúvidas.

As águias entraram bem na partida, ganharam vários cantos, mas faltava algo mais para pôr Peskovic em risco. Sem o conseguirem, levaram a que a Académica equilibrasse a partida e, depois, até foram os estudantes a criar o primeiro grande lance de perigo, com Sougou a atirar à trave.

O Benfica ressentia-se da falta de um criativo no miolo, mas é nessas alturas que Nuno Gomes tem o hábito de sobressair. O capitão fez mais uma assistência para golo, desta vez a descobrir Ruben Amorim, de pé esquerdo. Não finta, não progride com a bola em corrida? Pode ser, mas compensa com uma visão de jogo rara. Descobriu o caminho do golo e Ruben Amorim teve um regresso feliz após lesão.

Com o encontro dividido, o 1-0 tranquilizou as hostes encarnadas, mas do outro lado a Académica estava ainda muito atrevida e talvez a justificar outro resultado. Isso mudaria depois do intervalo.

Dos onze metros, Cardozo não falha

O intervalo trouxe os mesmos onzes, mas cedo os técnicos começaram a mexer nas equipas. E tudo por culpa do penalty assinalado por Pedro Proença. Com Cardozo em campo, uma grande penalidade transforma-se na certeza de golo e os encarnados tranquilizaram-se.

Depois, o Benfica mostrou-se equilibrado, sem passar por sobressaltos que teve noutras ocasiões. Quique Flores mudou o parceiro de Nuno Gomes no ataque, com a troca de Cardozo por Suazo. O hondurenho até teve a melhor ocasião do segundo tempo, ao atirar ao poste, e depois um cabeceamento ao lado, nos 90 minutos.

O Benfica não é o líder, como gritava a claque encarnada, mas usou a força a meio-campo para mostrar uma faceta mais equilibrada, mesmo que por vezes tenha deixado a Académica ter a bola.

Quique pôde dar descanso a peças importantes, lançou Balboa no final já depois de Ruben Amorim ter recebido aplausos na troca por Jorge Ribeiro. Liderada pelo capitão Nuno Gomes, a revolução encarnada acabou por ser tranquila, tal como é a espera por um deslize do Leixões.

Na próxima jornada, a nossa Académica irá defrontar o FC Porto, na Segunda Feira (1 de Dezembro, Feriado).