sábado, 11 de outubro de 2008

Comunicado da direcção

Como é do conhecimento geral, em 2006 o Ministério Público (MP) moveu uma acção contra a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), a AAC/OAF e a TBZ, pedindo a declaração de nulidade do Acordo de Utilização do Estádio Cidade de Coimbra (ECC) celebrado entre a CMC e a AAC/OAF, bem como do contrato posteriormente celebrado entre a AAC/OAF e a TBZ, visando a constituição de parceria para a exploração do referido estádio e outros direitos associados.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, em 18 de Maio de 2007, absolveu a AAC/OAF (juntamente com a CMC e a TBZ) da acção movida pelo MP. Dessa decisão, o MP interpôs recurso.

A AAC/OAF foi hoje notificada do acórdão do Tribunal Central Administrativo que negou provimento ao recurso apresentado pelo MP.

O acórdão agora notificado, vem, à semelhança do que já havia decido o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, dar razão à AAC/OAF e à CMC, quanto à plena validade e legalidade do acordo entre ambas celebrado em Julho de 2004, assim como do contrato posteriormente celebrado entre a AAC/OAF e a TBZ.

No recurso do MP, agora rejeitado pelo Tribunal Central Administrativo, alegava-se que o acordo de cedência da exploração do ECC, celebrado entre a CMC e a AAC/OAF, era nulo por violação da disposição legal que proíbe comparticipações ou patrocínios financeiros ao desporto profissional, já que, no entendimento do MP, essa tinha sido a razão determinante e preponderante da CMC e da AAC/OAF no acordo então, entre ambos.

No acórdão agora notificado, o TCA vem negar ao MP qualquer razão nas suas alegações quanto à ilegalidade do acordo, afirmando, ao invés, que “a razão determinante para a celebração do contrato foi de natureza financeira (com proveitos para a CMC e sua dispensa de obras ordinárias de conservação e manutenção do estádio) e não de qualquer outra natureza”.

Se bem que o presente acórdão do TCA admita, ainda que com particulares restrições, recurso para o STA, a Direcção da AAC/OAF não pode deixar de se congratular com a esta decisão judicial já que, pela segunda vez, o poder judicial vem reconhecer total validade ao acordo celebrado entre a CMC e a AAC/OAF relativo ao ECC, recusando a validade dos argumentos daqueles que, desde então, a propósito daquele acordo, vêm incessantemente denegrindo a postura que, quer a CMC, quer a AAC/OAF, protagonizaram na sua outorga, e que visou sempre e em primeiro lugar, a defesa dos interesses público e do órgão municipal.

A Direcção da AAC/OAF, além de se congratular com a recente decisão judicial, espera que, de ora em diante, aqueles que amam a Cidade e a Académica se unam num projecto comum de engrandecimento de Coimbra e da AAC/OAF.


A Direcção da AAC/OAF

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Briosa de bacalhau


A Académica conseguiu, quase no final do encontro, impedir que o Nacional somasse a terceira vitória consecutiva fora de portas e pudesse, assim, assumir o comando isolado da Liga, ainda que à condição. Um golo de Nuno Piloto, que já havia estado na origem do tento dos nacionalistas, fixou o empate e deu mais um ponto à Briosa, que continua sem perder em casa há mais de 10 meses. Para Manuel Machado, ficou a satisfação de ter voltado a Coimbra para, mais uma vez, calar os críticos, mantendo a apetência para nunca perder na cidade do Mondego ao comando dos adversários dos estudantes.

Os insulares exibiram os preceitos do costume, mostrando uma calma impressionante, como que a tentar adormecer o adversário, para, ao mínimo descuido, lhe desferir o golpe fatal. Aconteceu logo aos 23 minutos, quando Nuno Piloto, ironicamente um dos jogadores em melhor forma na Académica, perdeu a bola para Nené em zona proibida e lhe estendeu um autêntico tapete vermelho para o golo.

Era tudo o que o Nacional podia pedir, talvez tenha apenas chegado um pouco mais cedo. Com a lição bem estudada, os insulares cerram fileiras, acantonaram-se no seu meio-campo e reduziram os espaços. Nas poucas excepções, os jogadores da Académica estiveram piores do que desinspirados: desastrados, displicentes, desconcentrados.

Foi como se não estivessem em campo. Melhor prova disso foi o desentendimento entre Pedrinho, Berger e Tiero, uns segundos antes da perda fatal de Piloto, e, pouco depois, a atrapalhação de Peskovic que deixou passar por baixo do pé uma bola atrasada por um companheiro e só não concedeu um frango do tamanho da Torre da Universidade porque conseguiu recuperar mesmo a tempo!

Intervalo fez bem à Briosa

O intervalo foi, pois, bom companheiro para os estudantes, que voltaram mais afoitos dos balneários e com dois novos jogadores: Pavlovic e Garcés, que entraram para os lugares de Diogo Gomes e Sougou. Com Piloto mais adiantado e cheio de vontade de se redimir pelo erro, a baliza do Nacional passou a estar mais vezes sob mira dos donos da casa.

A pressão da Briosa era, contudo, insuficiente para criar verdadeiro perigo - com excepção para alguns remate de meia-distância - e foi nesta altura que veio ao de cima a capacidade para quebrar jogo dos nacionalistas. Com muitas perdas de tempo mas também com uma postura táctica inquebrantável, os comandados de Manuel Machado irritavam o público e mantinham as camisolas pretas longe da baliza de Bracalli.

Pelo meio, ainda houve alguma polémica, devido a um fora-de-jogo assinalado a Garcés, que, mesmo assim, se isolou e atirou para o fundo da baliza já depois de o árbitro ter apitado.

Ainda assim, a partida assumiu sentido único, o das redes insulares, durante o último quarto-de-hora, de longe o melhor momento da contenda. Nuno Piloto obteve a redenção ao fazer o empate e, logo a seguir, Tiero acertou no poste. O capitão da Académica ainda teve nos pés a oportunidade de virar o resultado por completo, mas faltou-lhe a força no último remate.

sábado, 4 de outubro de 2008

Pedro Roma de regresso

No jogo que marca o regresso de Manuel Machado a Coimbra, Pedro Roma é a novidade da convocatória. Amanhã, todos ao Estádio apoiar a nossa Briosa, porque os nossos rapazes merecem.

Amanhã, 16h no Estádio Cidade de Coimbra.

Lista de Convocados:

24 – Pedro Roma
29– Peskovic
5 - Berger
7 – Cléber
9 – Carlos Aguiar
10 – Miguel Pedro
11 – Lito
13 - Gonçalo
15 – Orlando
17 – Cris
18 – Sougou
19 – Pedrinho
23 – Pavlovic
28 - Nuno Piloto
30 – Pedro Costa
33 – Tiero
85 – Diogo Gomes
99 - Garcès

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Informação da MN aos sócios sobre o Bilhete de Época


Depois da nova proposta avançada pela direcção da AAC-OAF, foi fechado o protocolo para que os sócios da Mancha Negra tenham acesso ao seu bilhete de época. Assim, os sócios que já tiverem pago a sua quotização da MN para esta época, podem dirigir-se directamente ao ECCpara levantar o respectivo bilhete sem quaisquer encargos. Quem ainda não tiver renovado a inscrição, terá que o fazer na sede, pagando para tal 10 eur à MN e outros 10 eur à Académica pelo bilhete de época. Para novas inscrições, a quotização da MN é de 15 eur e o custo do bilhete de época é igualmente de 10 eur.

domingo, 28 de setembro de 2008

Marítimo - Académica, 2-0


Num Estádio dos Barreiros com 3500 pessoas, sendo cerca de 15 elementos da Mancha NegraBriosa perdeu esta tarde na Ilha da Madeira. O Marítimo venceu pela primeira vez na Liga, às custas da nossa Académica. Os insulares triunfaram por 2-0, com os golos a serem apontados por Marcinho (42 minutos) e Djalma (90).

Os estudantes acabaram a partida reduzido a dez unidades, depois de Luiz Nunes ter visto o cartão vermelho aos 79 minutos.

O Marítimo passa a somar quatro pontos, enquanto a Briosa mantém os seis que tinha à partida para esta quarta jornada.

Força Brioosa!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Torreense no caminho para a final


Num ano em que acreditamos que é desta que vamos ao Jamor, o primeiro obstáculo nessa caminhada é o Torreense, que milita na II Divisão (antiga II Divisão B). O jogo será, em princípio no dia 19 de Outubro, no campo do adversário, e o único pensamento tem que ser a vitória.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Briosa vence o Vitória 10 anos depois



A Académica comemorou dez meses sem perder em casa com o triunfo mais saboroso da época até agora ou não tivessem passado quase 10 anos (desde 4 Janeiro de 1999) sobre a última vez que os estudantes conseguiram tirar os três pontos aos sadinos, em Coimbra, em jogos a contar para o Campeonato.

É caso para dizer que a frescura de três semanas sem competição dos estudantes fez toda a diferença perante uma equipa que jogou há três dias, para a Taça UEFA. Destaque ainda para as intervenções determinantes de Peskovic - numa altura em que Pedro Roma nem foi convocado -, para segurar o zero a zero na fase em que os setubalenses ainda conseguiam correr e para a entrada de Diogo Gomes, que sofreu a grande penalidade na origem da vitória, a segunda consecutiva da Briosa-

Passada a jornada uefeira, a Liga regressou e com ela os velhos hábitos: mau futebol, jogos a horas impróprias, e, como São Pedro não perdoa, também a chuva já vai contribuindo para tornar os relvados mais pesados e impróprios para os artistas da bola. De tudo isto teve um pouco o Académica-V. Setúbal que encerrou o domingo futebolístico.

O estado do terreno terá levado Domingos Paciência a apresentar um onze mais musculado, com Pavlovic de regresso e Sougou, por ser um levezinho, a ficar no banco. A equipa poderá ter-se ressentido das mexidas ou então, por estratégia, entregou o domínio do jogo ao adversário. Que, diga-se, também se mostrou pouco interessado em assumir as despesas, numa clara gestão pelo esforço dispendido na última quinta-feira, diante do Heerenveen.

Os donos da casa acabaram, por isso, por pegar (finalmente) nas rédeas do jogo mas faltava-lhes mais velocidade e imprevisibilidade no último terço do terreno. O pouco perigo criado surgiu a partir de remate de meia-distância e bola paradas. Às quais Bruno Vale foi chegando, sem esforço. O jogo vitoriano, pautado por um Leandro Lima claramente em baixa - o relvado também não ajudava - passava quase exclusivamente pela esquerda, onde Cissokho, mas sobretudo Laionel iam causando calafrios à defesa da casa.

Diogo Gomes destabilizou

Na segunda metade, Domingos Paciência viu-se forçado a prescindir de Garcés, devido a lesão, e lançou Sougou numa tentativa de, graças à velocidade do senegalês, desgastar ao máximo a defesa sadina que, inevitavelmente, acabaria por dar sinais de cansaço. Em teoria, o raciocínio estava certo. Na prática, não foi bem assim.

Acabou por ser Diogo Gomes quem revolucionou a partida. O esquerdino, em estreia absoluta pela Briosa, destabilizou o plano setubalense para sair de Coimbra com um ponto e foi ele que sofreu a grande penalidade que Cléber converteu, colocando os estudantes na frente do marcador.

Depois do golo da Académica, o V. Setúbal acabou. Se ainda houve frescura na primeira parte e nos instantes iniciais da segunda, na recta final o esforço veio ao de cima e o pouco atrevimento de Dauto Faquirá (fez apenas substituições posicionais) não permitiu à equipa esticar-se como seria necessário para sonhar com o empate.