Para a próxima Sexta, defrontamos o Vitória de Guimarães, que se encontra imparável nesta edição da BwinLiga. Depois da humilhação imposta na Luz ao Benfica, vencer os etrenos rivais do Guimarães, seria a cereja no topo do bolo.
sábado, 12 de abril de 2008
Jogadores querem vencer o Guimarães
Para a próxima Sexta, defrontamos o Vitória de Guimarães, que se encontra imparável nesta edição da BwinLiga. Depois da humilhação imposta na Luz ao Benfica, vencer os etrenos rivais do Guimarães, seria a cereja no topo do bolo.
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Mancha Negra agredida antes de entrar na Luz
Criei um post no Simplesmente Briosa sobre o sucedido. Para tal, clique aqui.
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Isto sim, é a Briosa

Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: 25 mil espectadores
Árbitro: Paulo Baptista
Assistentes: Luís Tavares e José Braga
4º Árbitro: Nuno Martins
A Luz viveu uma das piores noites da história, com dois erros de casting a estragarem qualquer estratégia que o Benfica trazia para o encontro com a Académica, que não ganhava desde a 18ª jornada! O jogo ditou os regressos de Luisão e Binya que nada mais foram que duas areias na engrenagem encarnada. O primeiro porque foi responsável pelo golo inaugural da Académica, o segundo porque cedo se percebeu que estava a mais numa equipa que precisou de correr atrás do resultado desde a madrugada do jogo.
Um erro de Luisão deixou Miguel Pedro cara a cara com Quim. O brasileiro queria atrasar a bola, mas serviu o estudante que passou o guarda-redes e, quando parecia que já nem ia conseguir rematar, atirou a contar. A Académica apanhou-se a vencer e os encarnados, depois do jogo do Bessa, viam os índices de ansiedade voltarem ao máximo.
Como era da sua obrigação, o Benfica tentou responder de imediato. Os minutos seguintes foram uma tentativa de um grito de revolta, mas depois de Cardozo desperdiçar duas oportunidades, percebeu-se que era apenas um som rouco que saía do futebol encarnado.
A Académica ameaçou de novo aos 15 minutos, com Luís Aguiar a desperdiçar frente a frente com Quim. Não seria dessa vez que os estudantes aumentaram a vantagem, mas o segundo golo chegaria mais tarde. Pelo meio, Cardozo perdeu mais uma oportunidade e o Benfica actuava sem lucidez. Só a força fazia as águias chegar à área de Pedro Roma.
Uma falha infantil de Luisão deu no 1-0, outra de Léo ditaria o segundo da Académica. O lateral perdeu a bola para Pedrinho e cometeu falta. Luís Aguiar bateu o livre e Berger, de costas para Quim, aumentou para 2-0. Os estudantes viviam um sonho com mais de 50 anos, pois desde 1953/54 que não deixavam a Luz com um triunfo.
Os números jogavam a favor do Benfica, mas a Luz tem sido palco de poucas alegrias esta época. Até final da primeira parte, mais uma ocasião para cada lado, com Aguiar a obrigar Quim a defesa apertada, de livre, e mais uma perdida de Cardozo. O jogo estava aberto.
Chalana é que não esperou pelo intervalo e lançou Di María mesmo antes do descanso. E na primeira vez que tocou na bola, o argentino provou que o Benfica precisava muito mais dele do que do Binya, que saiu. O remate é que saiu ao poste.
No regresso, a única alteração ocorreu na defesa encarnada, com os centrais Luisão e Katsouranis a trocarem de lado. O brasileiro foi para a esquerda, o grego virou à direita. Mais tarde, voltaram ao formato inicial, dando mostras que a equipa não encontrava soluções para deter velocidade dos estudantes e que não se entendia em campo.
Na frente, saía uma ou outra jogada, com Léo a servir Rodriguez e depois com Cardozo a dar ao mesmo uruguaio: nas duas ocasiões Pedro Roma defendeu com brilho os tiros de Rodriguez. O guarda-redes segurava a vantagem, numa noite em que se percebia ia ser memorável para a Briosa, que ainda chegou ao 3-0.
O Benfica levava uma lição dura, reflexo de toda a temporada encarnada, que só não aconteceu noutras noites por ineficácia de outras camisolas. De pouco serviram as entradas de Mantorras e Makukula, por troca com Nuno Gomes e Léo. Só tornaram o futebol encarnado mais musculado e directo, como tantas vezes aconteceu com outro homem que não Chalana no comando da equipa da Luz.
No Dia da Águia, a Académica quebrou um enguiço com mais de cinco décadas e o Benfica que vinha em voo com duas boas exibições frente a Paços de Ferreira e Boavista caiu a pique e estatelou-se no chão. O Inferno da Luz, esse, fervia, mas não era contra o adversário e muito menos de emoção por aquilo que a equipa fazia. Era outra coisa qualquer, que os antepassados do Benfica nem querem falar. Só não foi pior porque Quim ainda evitou o 4-0, enquanto a Académica deu um passo de gigante na luta pela manutenção.
Os nossos jogadores estão de parabéns: finalmente, temos Briosa...
Veja os golos:
0-1, Miguel Pedro
0-2, Berger
0-3, Luís Aguiar
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
Lista D recorda o elevado número de jogadores contratados por JES
82 NOVOS JOGADORES
6 TREINADORES
EM APENAS 5 ANOS
(Desde Fevereiro de 2003, quando J.E.Simões assumiu funções de dirigente na AAC/OAF)
MÉDIA DE 16,4 NOVOS JOGADORES POR ÉPOCA
ÉPOCA 2003-2004 (Total =20)
ERA J.E.Simões DIRECTOR FINANCEIRO
Treinadores: Artur Jorge, Vítor Oliveira e J.C.Pereira
INÍCIO (15)
Fouhami
Pedro Henriques
Paulo Costa
José António
Filipe Alvim
Rodolfo
Dionathan
Wilton
Akos Buszakis
Cédric Fiston
Pedro Fontes
Fábio Felício
Chano
Delmer
«El Gato» Perez
JANEIRO DE 2004 (5)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE INTERINO
Paulo Sérgio
Alexandre Fávaro
Joeano
Flávio Dias
Káká
ÉPOCA 2004/2005 ( Total =15)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinadores: João Carlos Pereira e Nelo Vingada
INÍCIO (10)
Dani
Bruno Leite
Danilo
Vasco Faísca
William Soares
Ricardo Fernandes
Luciano
Rafael Gaúcho
Kenny Cooper
Clemente Beaud
JANEIRO 2005 (5)
Roberto Brum
Andrade
Kennedy
Hugo Leal
Marcel
ÉPOCA 2005/2006 (Total =11)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinador: Nelo Vingada
INÍCIO (9)
Eduardo
Lira
Ezequias
Hugo Alcântara
Filipe Teixeira
Fernando
Zada
Rui Miguel
Gélson
JANEIRO 2006 (2)
Serjão
Ousmane N’Doye
ÉPOCA 2006/2007 (Total =17)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinador: Manuel Machado
INÍCIO (15)
Douglas
Sonkaya
Lino
Litos
Medeiros
Kaká
Paulo Sérgio
Pavlovic
Alexandre
Hélder Barbosa
Miguel Pedro
Raul Estevez
Dame N’Doye
Nestor Alvarez
Gyano
JANEIRO 2007 (2)
Joeano
Cláudio Pittbull
ÉPOCA 2007/2008 (Total =19)
ERA J.E.Simões PRESIDENTE
Treinadores: Manuel Machado e Domingos Paciência
INÍCIO (14)
Ricardo
Rui Nereu
Pedro Costa
Orlando
Markus Berger
Tiero
Cris
Lito
Ivanildo
Fofana
Vouho
Peralta
Pablo Castro
Licá
JANEIRO 2008
Edgar
Luís Aguiar
Cléber
Irineu
Pedrinho
Período durante o qual J.E.Simões exerceu funções dirigentes: 5 anos
82 JOGADORES
MÉDIA DE 16,4 JOGADORES POR ANO
6 TREINADORES
JOGADORES QUE NÃO DISPUTARAM QUALQUER JOGO OFICIAL
PAULO COSTA
WILTON
BRUNO LEITE
PEDRO FONTES
CHANO
ALEXANDRE FÁVARO
WILLIAM SOARES
CLEMENT BEAUD
LICÁ
IRINEU
PABLO CASTRO
JOGADORES QUE ACTUARAM EM APENAS 5 JOGOS OU MENOS
FLÁVIO DIAS
KAKÁ
DANI
KENNY COOPER
EDUARDO
DOUGLAS
SONKAYA
SERJÃO
RAUL ESTEVEZ
RUI NEREU
VOUHO
PERALTA
PABLO CASTRO
LICÁ
TOTAL DE JOGADORES COM MENOS DE 5 JOGOS DISPUTADOS: 25
Enviado por mail pela lista D
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
Benfica - Académica - Convocados
A presença de Lito é o destaque nos 18 convocados da Académica para a deslocação amanhã à Luz. Joeano é a grande baixa. O avançado fracturou o perónio com rotura de ligamento e da cápsula da tibiotársica esquerda frente ao V. Setúbal e não joga mais esta temporada.
Lista de convocados:
Guarda-redes: Pedro Roma e Rui Nereu.
Defesas: Pedrinho, Cléber Manttuy, Orlando, Kaká, Berger e Pedro Costa.
Médios: Nuno Piloto, Tiero, Fofana, Cris, Cristiano, Luís Aguiar e Miguel Pedro.
Avançados: Lito, Ivanildo e Edgar.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008
Domingos quer jogo "transparente" na Luz

Domingos Paciência, treinador da Académica, acredita que o jogo desta sexta-feira, na Luz, terá um árbitro ao seu melhor nível, imune a qualquer influência. O técnico falou a propósito das recentes afirmações de Luís Filipe Vieira, que falou em viciação de resultados.
«Espero um jogo o mais transparente possível. Vamos jogar contra um grande, que está a lutar pelo segundo lugar, e vai haver muita pressão da parte do público e não só. Mas do outro lado estará uma Académica à procura de contrariar essa situação», prometeu o treinador da Briosa.
Sobre as palavras em concreto do presidente encarnado, Domingos adoptou um discurso crítico: «São coisas que têm influência no futebol. As pessoas procuram tapar os seus erros com certas situações. E isso é mau para o futebol. No fundo, só serve para alimentar a fogueira que já existe.»
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21:19
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Lista D - As "obras feitas" de JES
1) – REVISÃO ESTATUTÁRIA
“Queremos proceder à revisão dos estatutos”, in Diário de Coimbra, 05-11-2004, ideia esta que foi reforçada por Almeida Santos, na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia-geral no dia da tomada de posse (14-01-2005), ao deixar o alerta de que era necessário rever os actuais estatutos que são “piores que maus, são péssimos. Têm lacunas e são confusos. Temos de dotar a Académica de estatutos condizentes com os seus pergaminhos”.
Abril de 2008 – A revisão estatutária, tão propalada dado o seu carácter urgente, permaneceu 3 anos na bruma. A Académica continua a ter uns estatutos que, no entender de Almeida Santos, não são condizentes com os seus pergaminhos, que têm lacunas e que não são cumpridos.
2) – CRIAÇÃO DE UMA EMPRESA DE INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES QUE FACILITEM A AQUISIÇÃO DOS PASSES DOS JOGADORES
“Temos de criar uma sociedade que seja capaz de substituir a Académica em algo que a Académica não consegue fazer, que é adquirir activos; essa sociedade pode ter o nome de Académica Investimentos e Participações Sociais”, in Diário de Coimbra, 05-11-2004, acrescentando mais tarde que “a criação de um fundo de investimento dedicado à aquisição de alguns jogadores prioritários que possam ser uma mais valia para o clube é para nós uma prioridade muito forte que queremos implementar a curto prazo”, in Despertar, 03-12-2004.
Abril de 2008 – Não só a direcção presidida por José Eduardo Simões não procedeu à criação de uma empresa de Investimentos e Participações como não rentabilizou activos. A Académica, desde 2003, procedeu à inscrição de 90 (!) jogadores, o que evidencia a total falta de critério ao nível da gestão desportiva, capacidade de identificar e rentabilizar talentos, assim como dotar a equipa de uma estrutura sólida, coerente, que confira um mínimo de identidade à equipa.
3) – AQUISIÇÃO DA SEDE DO PROCAC NOS ARCOS DO JARDIM (?)
“Comprometo-me a adquirir para a Académica o edifício dos Arcos do Jardim, nas condições que forem acordadas com o Conselho de Administração do PROCAC, em Janeiro de
Abril de 2008 – A aquisição tem vindo a sofrer permanentes adiamentos, que nos colocam perante a verdadeira questão: há mesmo interesse em proceder à respectiva aquisição? Três anos não foram suficientes para acordar com o Conselho de Administração do PROCAC os termos da alienação?
4) – CRIAÇÃO DA FUNDAÇÃO
“Precisamos de proceder à criação de uma Fundação em que todos os bens imobiliários possam ser concentrados para que não haja tentações de hipotecas e de venda desses activos”, in Despertar, 03-12-2004.
Trata-se de mais uma atoarda lançada em plena campanha eleitoral que não passou disso mesmo, sendo que o risco de hipotecas sobre os bens imobiliários e a “tentação” de venda desses mesmos bens, permanece viva, bem real e com razão de ser, dado o extraordinário aumento do passivo que se verificou nestes últimos 3 anos.
5) – O SURGIMENTO DO MUSEU DA ACADÉMICA
“Considero estratégico criar aquilo que seria o Museu do desporto de Coimbra, que seria uno, pois incluiria tudo o que está na AAC, nomeadamente a Taça de Portugal conquistada em 1939, todos os troféus e todo o historial que existe na OAF”, in Despertar, 03-12-2004, reforçando esta promessa ao dizer que “é minha intenção criar o Museu do Desporto Académico de Coimbra, reunindo no mesmo local todos os troféus que andam por aí espalhados e se possam relembrar nele os principais feitos, figuras, eventos e conquistas desde a fundação da Académica”, in As Beiras, 03-12-2004.
Abril de 2008 – A ideia de proceder à criação de um museu, que vinha de encontro aos anseios de muitos dos associados que sonham, ainda hoje, em poder estar em contacto com o espólio do clube no que aos troféus diz respeito, num espaço condigno e que reflicta a grandeza da Académica, não passou do papel e de mais uma tentativa de capitalizar junto dos sócios, que têm, actualmente, absoluta legitimidade de se sentirem defraudados e enganados em mais uma (vã) promessa eleitoralista. Os troféus permanecem, portanto, espalhados, ao desbarato, sem o mínimo de dignidade por aquilo que simbolizam, fazendo parte de um passado nobre que esta direcção teima em querer fazer esquecer, o que algo de insustentável para todo e qualquer adepto da Académica, que tem MEMÓRIA!
6) – PROSPECÇÃO E FORMAÇÃO DE NOVOS TALENTOS COM RECURSO A PROTOCOLOS COM CLUBES DA REGIÃO CENTRO, IN Expresso, 11-12-2004
Abril de 2008 – O único protocolo existente actualmente é com o Tourizense, clube que mantém uma parceria, a nível nacional, com o Futebol Clube do Porto. Quer isto dizer que, não só a Académica não desenvolveu parcerias com clubes a nível da região centro, sendo evidente a ausência de toda e qualquer base de prospecção e formação de novos talentos a esse nível, como também o único protocolo existente e em vigor, apenas tem por finalidade permitir alguma rodagem aos jovens jogadores que saem dos nossos escalões de formação, que vêem vedada a possibilidade de ascender ao plantel principal em virtude do grande número de estrangeiros e jogadores emprestados aí existentes, sendo emprestados ao clube de Touriz, onde, muitas vezes, caem no esquecimento em detrimento de outros, oriundos do clube com o qual o Tourizense mantém, verdadeiramente, uma relação de filiação: o Futebol clube do porto.
7) – REDUZIR O PASSIVO SEM COMPROMETER O ESFORÇO DE INVESTIMENTO
“O passivo está hoje em sete milhões de euros”, in A Bola, 15-12-2004. Mais especificamente, e de acordo com o Relatório e Contas do 1.º semestre de 2004, o passivo ascendia então a 7.142.218,14 €. “ Com a minha direcção, a Académica passou a ser um clube viável e com as contas cristalinas”, in Diário as Beiras, 06-12-2004.
Abril de 2008 – O último relatório e contas evidencia que o passivo da Académica ascende actualmente a 10,5 milhões de euros, consubstanciando um aumento de 3,5 milhões de euros face ao triénio anterior. Significa isto que a gestão de José Eduardo Simões levou a Académica a aumentar o seu passivo em 50% (!) face a
A ideia do saneamento financeiro da Briosa é tanto mais falsa se tivermos em conta que as receitas aumentaram significativamente, conforme refere o próprio José Eduardo Simões: “Temos um conjunto de receitas certas, permanentes, que nos dão segurança, que será estável ao longo dos próximos anos e o que nós podemos fazer é continuar este caminho, de forma a contrariar as despesas e manter uma equipa muito competitiva”, in Despertar, 03-12-2004.
Portanto, impõe-se apenas uma conclusão: se o volume de receitas aumentou significativamente, se essas receitas foram permanentes e estáveis, e se o passivo aumentou extraordinariamente sem qualquer tipo de correspondência a nível desportivo, a direcção da Académica falhou num dos seus principais desígnios, comprometendo o futuro da Académica através de uma gestão ruinosa.
8) – ESTABILIZAR A PRESENÇA NA LIGA PRINCIPAL DE FUTEBOL E ACEDER ÀS COMPETIÇÕES EUROPEIAS
“É possível chegar já esta época a uma classificação europeia”, declaração proferida no debate radiofónico na Antena
Abril de 2008 – A Briosa tem garantido a permanência no escalão maior do futebol, ciclicamente, na derradeira jornada dos vários campeonatos em que tem participado. O orçamento para a equipa de futebol profissional, para a época de 2007/2008 rondou os 4,6 milhões de euros, o sexto mais elevado da Liga Bwin. Apesar disso, a Briosa permanece nos últimos lugares da tabela classificativa, não conseguindo fazer face a clubes de menor dimensão, com orçamentos significativamente mais baixos, mas que logram lutar pelos lugares cimeiros. A Europa tem sido, com José Eduardo Simões, uma mera utopia ou miragem.
A nível de treinadores, passaram pela Académica Artur Jorge, Vitor Oliveira, João Carlos Pereira, Nelo Vingada, Manuel Machado, Domingos Paciência. Denominador comum? O facto de nenhum deles se ter imposto.
A nível de jogadores, foram apenas 90 os inscritos nos últimos 3 anos, o que evidencia tudo menos estabilidade. Falta de coerência na política de contratações, vendas de jogadores ao desbarato, falta de identidade.
9) – MINIMIZAR A POLÍTICA DE JOGADORES EMPRESTADOS
“Apenas em casos excepcionais recorreremos a jogadores emprestados”, declaração proferida no debate radiofónico na Antena
Abril de 2008 – A Académica tem tido no seu plantel principal, em todas as épocas, um mínimo de quatro/cinco jogadores emprestados, o que perfaz praticamente metade do onze titular. Salvo raras excepções, têm sido jogadores de valor questionável, que nada vêm acrescentar em termos qualitativos à equipa e impedem que os (poucos) jogadores formados na Briosa possam singrar na equipa principal.
10) – IMPLEMENTAÇÃO DE UM MODELO DE JOGO
“Junto da Faculdade de Ciências do Desporto da Universidade de Coimbra estamos a trabalhar naquilo que será o modelo da Académica:a sistematização do modelo de jogo, pois com o mestre Cândido de Oliveira tínhamos um modelo definido e queremos voltar a ter um modelo próprio”, in A Bola, 15-12-2004.
Abril de 2008 – A Académica não tem hoje nenhum modelo de jogo definido, tendo vindo a descaracterizar o seu futebol, fruto das constantes entradas e saídas de treinadores e de jogadores, o que contribui para a total perda de identidade da equipa, bem patente no divórcio que se verifica entre o clube a os adeptos, cada vez mais ausentes do estádio.
11) – AUMENTAR O NÚMERO DE SÓCIOS PARA 30.000
“Queremos chegar aos 30.000 sócios”, in Campeão das Províncias, 27-01-2005.
Abril de 2008 – A realidade do clube, ao nível de sócios pagantes, á absolutamente desoladora, pois apenas pouco mais de 3.000 o são. Uma diferença abismal para o que havia sido prometido e que apenas vem comprovar que a massa adepta não se identifica com esta Académica, vindo progressivamente a distanciar-se dela.
11) – NOVAS VALÊNCIAS PARA O PAVILHÃO OAF
“O objectivo é dotar o pavilhão Jorge Anjinho de outras valências e conforto, passando a infra-estrutura a usufruir de habitações (estúdios), escritórios e serviços”, in Diário de Coimbra de 23-04-2005
Abril de 2008 – O pavilhão Jorge Anjinho não foi requalificado e continua à espera dessas mesmas valências, permanecendo esta como mais uma das muitas promessas não cumpridas por José Eduardo Simões.
12) – A CONCLUSÃO DA ACADEMIA BRIOSA XXI
“A partir de Fevereiro (2005) irão ser instalados os relvados sintéticos e no início da próxima temporada (2005/2006), as camadas jovens estarão concentradas na Academia, e a aposta na formação vai ser ainda mais forte”, in O Jogo, 01-01-2005.
Abril de 2008 – Apenas quase três anos depois do previsto se concluiu o Centro Dr. Francisco Soares, com os custos inegáveis que isso teve, quer em termos financeiros como da própria equipa de futebol e formação. Em ternos de aposta na formação, os resultados são praticamente nulos. Os últimos jogadores que ascenderam dos escalões jovens foram Zé Castro, Nuno Piloto e Vítor Vinha, sendo que nos últimos 3 anos se assistiu a uma preocupante estagnação a esse nível.
13) – PROFISSIONAIS E EX-ATLETAS A ENSINAR JOVENS DA FORMAÇÃO
“Quero implementar que cada atleta sénior se responsabilizasse por outro da formação (…) e lhe explicasse o que é ser profissional”, in O Jogo, 02-01-2008
Abril de 2008 - Além de ter feito tábua rasa desta ideia, dificilmente a mesma seria exequível num executivo presidido por José Eduardo Simões, que acumulou tensões e más relações com ex-jogadores da casa:
“O Fábio Felício fugiu e saiu de uma forma habilidosa para o Leiria(…);
Fui alertado um ano antes que o Zé Castro ia para o Atlético de Madrid(…); Dame desapareceu e de repente apareceu noutro clube (…);
Marcel nem treinar queria na Académica (…);
Lucas desmereceu o facto de ter sido capitão e de ter envergado a camisola da Académica (…);
Sérgio Conceição usou golpes baixos, próprios de pessoas sem princípios académicos ou sociais (…)”, in jornal O Jogo, 02-01 e 01-02 de 2008.
14) – UM NOVO ESTÁDIO
“O grande sonho é o novo estádio”, in O Jogo de 02-01-2008
Trata-se da última pérola de José Eduardo Simões. Não obstante o descontrole das contas, o aumento do passivo, a diminuição de sócios e a crise desportiva, o presidente da Académica entende que a prioridade passa pela construção de um novo estádio, que venha substituir o actual, num projecto megalómano e altamente lesivo dos interesses da Académica a curto, médio e longo prazo.
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