quarta-feira, 2 de abril de 2008

João Francisco Campos fala das eleições da Briosa em entrevista ao "Diário as Beiras"


João Francisco Campos, concedeu uma entrevista ao jornal "Diário as Beiras", no qual fala sobre a sua candidatura a presidente da Académica, e também sobre os seus projectos para o clube...
A entrevist
a seguinte foi retirada, integralmente do site do "Diário as Beiras".


DIÁRIO AS BEIRAS - A sua candidatura surge no culminar de um processo natural, mas também espontâneo...

JOÃO FRANCISCO CAMPOS – Sim, dado que sempre sonhei um dia ser presidente da Académica e, se calhar, por outro lado, esta não era a altura que tinha escolhido para me candidatar. As contingências originaram-no e falo obviamente da desistência de Maló de Abreu. No entanto, as pessoas que estão comigo, apesar da lista ter sido feita em pouco tempo, já falavam sobre a Académica há muito... e não foi assim tão de repente que surgiu a ideia.

Falando como ex-membro da sua lista, foram suficientes os motivos apresentados por Maló para desistir?
Foram pessoais e se ele achou que não havia condições para avançar, tenho de aceitar com muito pesar meu e manifestei essa opinião publicamente, tal como o desagrado pelo facto de não ter falado comigo aquando da decisão.

A desistência de Maló será o motivo para a espontaneidade e divisão entre os vários órgãos da lista... Esta ficou enfraquecida?
Não me enfraquece a mim, nem à Académica. Aliás, se ganharmos as eleições, não estaremos, de certeza, enfraquecidos. Confio nas pessoas que estão na minha lista e conheço-as todas. Quanto à divisão de órgãos, trata-se de algo que não me preocupa minimamente, bem pelo contrário. Quando me candidatei, sempre vim dizendo que tudo passava por uma questão de gestão da Académica. Continuo a defender que deve haver uma divisão clara de poderes nesta instituição. E essa divisão não tem existido, e por não ter havido levou, por exemplo, o presidente do Conselho Fiscal [Américo Santos] a demitir-se pouco depois de ter começado com José Eduardo Simões. Defendemos uma política a partir da direcção e não a partir de qualquer outro órgão. Aliás, convém dizer que há uma lista que se candidata, a do Conselho Fiscal, que iria acompanhar Maló de Abreu e que iria avançar mesmo que Maló desistisse, como se verificou.

A juventude da lista pode ser associada à inexperiência?
A maturidade, para alguém que está à frente da Académica, é relativa. O passado destas pessoas, que são da Académica, existe, mas, de facto, vivemos numa sociedade onde a idade é um handicap. Mas nós somos homens feitos e não jovens, imberbes, à procura de um lugar na sociedade. Tenho conversado com as pessoas e passa um pouco a imagem de que esta é uma lista de jovens e, se me é permitida a expressão, não me quero rir, mas fico preocupado. Aliás, quantas empresas e câmaras municipais têm à frente jovens? O presidente da Câmara Municipal de Arganil por exemplo, que é meu amigo, é mais novo do que que. Os jovens tomam, cada vez mais cedo, o seu lugar na sociedade. E quando apresentámos esta candidatura de homens feitos e não de jovens, sabemos o que estamos a fazer. A idade não faz um jovem, mas sim a sua falta de experiência. Um jovem é aquele que não tem a certeza do que está a defender, porque não viveu o suficiente para isso. Um membro da minha lista fez, recentemente, um exercício interessante e percebeu que os números de associados da minha lista, comparando com a Lista A, é menor, ou seja, por aí, até se pode concluir que o tempo de vivência com a Briosa nas pessoas da minha lista é maior...

E os eleitores percebem isso?
As pessoas têm de perceber que somos pessoas da Académica e que convivemos com pessoas mais novas e mais velhas e que pensam sobre a Académica. E têm de perceber que José Eduardo Simões já tinha dito, quando venceu as eleições de há três anos, que os alicerces estavam construídos e que queria chegar mais longe e agora volta a dizê-lo. Com este presidente, que está de costas voltadas para a câmara municipal, para a TBZ, etc, a Académica não irá conseguir, mesmo com os tais alicerces, construir o resto da casa e ficará com os alicerces eternamente, com o passivo sempre a rondar os 10 milhões de euros e a lutar para não descer...

Quais as principais preocupações desportiva e financeira?
Estão interligadas. Se não tivermos uma equipa competitiva, não teremos condições para baixar o passivo. A Académica tem, neste momento, um fluxo financeiro que nunca teve. O contrato com a TBZ, como se sabe, não é do conhecimento dos sócios. Um jogador que esteja a ser negociado não deve ser conhecido, mas os sócios devem conhecer a vida da Académica e sabemos que existem verbas e outros contratos estabelecidos por vários anos e que não foram apresentados. Porque é que o actual presidente nunca mostrou o contrato que tem com a TBZ em Assembleia-geral? Por outro lado, a Académica tem de parar, de ano para ano, de contar com muitos jogadores novos e alguns deles nem têm qualidade para entrar na equipa principal. Um dos mais recentes casos que me incomodou foi o do Zada, um dos mais graves. Porque ouvi o vice-presidente para a área financeira dizer que a Académica poupou 200 mil euros no processo de rescisão com o Zada, mas esqueceu-se de dizer quanto tinha pago pelo passe do Zada e quanto pagou pela sua rescisão. Tal como aconteceu com o Gelson e com o Danilo, que renovaram por dois anos e rescindiram o contrato no ano seguinte, obrigando a Académica a indemnizar os jogadores. Mas também sabemos que o actual presidente não vai dar dinheiro à Académica e, com certeza, nunca deu e eu, como presidente, também não o farei. O que se poderá fazer é avalizar letras, se essa for a necessidade, mas defendemos, por princípio, que a Académica deve ser gerida com o seu dinheiro.

E quanto à política desportiva?
Em primeiro lugar, a Académica tem de ter um projecto de três anos, pela estabilidade que é conferida ao grupo de trabalho. Domingos será o primeiro a ser contactado nesse sentido, mas para se comprometer com a direcção por três anos. A regra é que as equipas com estabilidade na equipa técnica são as que melhores resultados conseguem. Não queremos, por outro lado, ter uma equipa na qual as camadas de formação não tenham lugar. Por isso, a escolha do treinador será feita mediante critérios e mediante o orçamento. Queremos ter 18 jogadores e os restantes oriundos da nossa formação. Poderão não ser seniores de 1.º ano, mas que tenham crescido na Académica. Deverá ainda existir uma rede de olheiros, da qual dois ou três profissionais estariam sediados em Coimbra. Uma rede com critérios bem definidos.

A profissionalização é outro dos grandes objectivos?
Sem dúvida. A Académica não pode ser gerida a partir das seis da tarde. Já não se coaduna com o futebol moderno esse tipo de trabalho. Queremos ter um director desportivo, um para a formação e um director financeiro que dediquem todo o seu tempo profissional à Académica. É necessário existirem pessoas que dêem um horário de trabalho a esta instituição. Aliás, o que seria de uma empresa que gerasse este tipo de receitas e que não fosse pensada de forma profissional? Por exemplo, um jogador que tem um filho doente não pode estar preocupado se a sua mulher pode ou não levá-lo ao hospital, deve haver pessoas que trabalhem na Académica para esse efeito...

domingo, 30 de março de 2008

Eleições abordadas na RUC


Amanha, no programa "Prognósticos", da RUC, pelas 21h, irão ser abordadas as eleições da Académica, do próximo dia 14 de Abril. No referido programa irá ainda passar uma entrevista com Nuno Piloto e oferecidos bilhetes para o Académica - V. Setúbal.
Pode ouvir a emissão da RUC nos 107,9MHz, ou então através da internet, em www.ruc.pt.

Estrela da Amadora - Académica, 3 - 1. O naufrágio.



Estádio José Gomes, Amadora

Assistência: cerca de 1000 espectadores

Árbitro: Paulo Costa

Assistentes: João Santos e Nuno Manso

4º árbitro: João Lamares


O E. Amadora venceu este sábado a Académica por 3-1 e a equipa da Reboleira subiu mais um pouco (que até é bem significativo) na classificação, no que respeita à luta pela manutenção.
A Académica, pelo contrário, perdeu com a equipa imediatamente acima de si na tabela, mas, além disso, fica à mercê dos outros três intervenientes nesta luta; incluindo o P. Ferreira, que tem possibilidades de deixar o penúltimo lugar para a equipa de Coimbra.
As diferenças entre as equipas que se defrontaram esta tarde é agora bastante, depois de um jogo que até começou de forma muito dividida; e também lenta. O primeiro "safanão" foi dado pela equipa da casa e Anselmo não perdoou a segunda ocasião que teve em dois minutos.
Pouco depois do primeiro quarto de hora estava inaugurado o marcador para dar também início a uma parte inicial que acabou por ficar repleta de episódios, que acabaram por fazer, até, a maior parte da história do jogo.
A Académica conseguiu chegar à igualdade (por intermédio de Lito) pouco depois do golo inaugural aproveitando a má tarde de Nelson, mas, mais do que isso, o jogo foi melhorando e ficando cada vez mais interessante. A expulsão de Vítor Vinha, porém, retirou à Académica os argumentos para colocar esse interesse (que se manteve, não obstante) em planos iguais.
O tal interesse foi mantido em forma de novo golo logo depois da expulsão, mas a luta e a possibilidade (mantida pelos visitantes) de novo empate, mesmo que o Estrela tenha passado a mandar no jogo, deixava ainda muitas incógnitas quando ao desfecho.
Essas dúvidas foram permanecendo na segunda parte, à custa não da mesma agressividade dos dois lados, mas à cautela dos visitados em manter a vantagem e à impotência da Académica em inverter uma tendência comandada por uma adversário em vantagem numérica.Apenas duas ocasiões de golo foram sustendo uma segunda parte que se foi arrastando até que Moreno acabou com as dúvidas que ainda permaneciam fruto de uma vantagem mínima. Mas quando aconteceu o 3-1, o ponto final foi colocado e o Estrela está muito próximo dos 30 pontos que, normalmente, deverão chegar para garantir a manutenção.

De realçar, ainda, que o actual Presidente da Briosa, José Eduardo Simões, viu o jogo da bancada de sócios do Estrela, preterindo assim o camarote presidencial.


sexta-feira, 28 de março de 2008

Estrela da Amadora - Académica - Convocados


Os regressos de Pedro Costa e Ricardo são as novidades na lista de convocados de Domingos Paciência para o jogo deste sábado na Reboleira, frente ao E. Amadora, integrado na 24ª jornada da Bwin Liga.

O primeiro, ausente nas últimas semanas, ocupa o lugar deixado em aberto por Pavlovic, de novo lesionado, enquanto o segundo está de volta no âmbito na tradicional rotação do guarda-redes suplente.

Em relação ao jogo com o Belenenses, registam-se as saídas de Rui Nereu e do já citado Pavlovic. Cléber, Fofana e o ainda júnior Cristiano Araújo ficaram de fora por opção, juntando-se a outro jogador lesionado, o central Ireneu, que ainda nem se estreou pela Briosa.


Lista de convocados

Guarda-redes: Pedro Roma e Ricardo;
Defesas: Pedro Costa, Pedrinho, Orlando, Kaká, Markus Berger e Vítor Vinha;
Médios: Paulo Sérgio, Nuno Piloto, Cris, Tiero e Luís Aguiar;
Avançados: Miguel Pedro, Joeano, Edgar, Ivanildo e Lito.


terça-feira, 25 de março de 2008

José Eduardo Simões vai vencer as próximas eleições, segundo sondagem



Segundo uma sondagem realizada neste blog, que decorreu de dia 20 até dia 25 do mês corrente, ao qual a questão era se "José Eduardo Simões vai renovar o seu mandato como presidente da Académica", e as opções de resposta eram "Sim", "Não" e "Indeciso", e foram obtidas 93 votações, o actual predidente da Briosa, JES, vai renovar o seu actual mandato como presidente da Académica de Coimbra.
Os resultados obtidos foram os seguintes:


- Sim -
52%
- Não - 39%
- Indeciso - 7%

Analisando os dados, observa-se que José Eduardo Simões irá vencer o próximo acto eleitoral, que se iá realizar no próximo dia 14 de Abril. João Francisco Campos não irá, desta forma, vencer a corrida à presidência da Briosa.
Com estes resultados, deixo em aberto a discussão, se será assim, ou não.
O que é certo é que os resultados da sondagem estão à vista. Certezas, só no próximo dia 14 de Abril se terão.





Viagem à Amadora

Depois da paragem do campeonato para férias da Páscoa, a Académica volta à competição. Com o regresso da Liga, a Briosa desloca-se à cidade da Amadora, para defrontar o Estrela. Como sempre, a claque Mancha Negra organiza o viagem, por apenas 15eur, já com o bilhete de jogo incluído (20eur para não sócios). A saída está prevista para as 12h do próximo Sábado, da sede, situada no pavilhão-sede da Académica, Engº Jorge Anjinho. Ninguém vai querer perder um dos jogos mais importantes da época para a Briosa, tendo em vista a luta pela permanência no principal escalão do futebol Nacional.
Vamos todos apoiar a Mágica Briosa!

Novas instalações na Academia Dolce Vita satisfazem os jogadores

Nuno Piloto, médio da Académica, mostrou-se satisfeito com as novas instalações ao dispor da equipa principal. O jogador considera que Academia Dolce Vita será benéfica, igualmente, para os escalões de formação do clube.

«Foi uma mudança para melhor e agora até os mais jovens podem ocupar os nossos antigos balneários, sem necessidade de se deslocarem para o Pavilhão para tomarem banho após os treinos. As novas instalações estão bem equipadas, com hidromassagem e piscina, e sobretudo mais centralizadas. São dignas de qualquer grande clube da primeira Liga», explicou Nuno Piloto, em declarações à Agência Lusa.