sábado, 8 de março de 2008

FC Porto - Académica - Convocados




Domingos Paciência, treinador da Académica, elegeu os seguintes convocados para o jogo de amanhã frente ao bi- campeão nacional FC Porto:

Guarda redes: Pedro Roma e Ricardo;
Defesas: Orlando, Kaká, Berger, Pedro Costa, Vítor Vinha e Cléber;
Médios: Paulo Sérgio, Nuno Piloto, Luís Aguiar, Cris, Tiero, Ivanildo, Lito, Miguel Pedro;
Avançados: Joeano, Edgar e Fofana.

sexta-feira, 7 de março de 2008

FC Porto - Académica - Antevisão de Domingos


Domingos Paciência sabe que no Dragão mora uma grande equipa e que será preciso jogar com alma para sair de lá com um bom resultado. A estatística, aliás, diz que a Académica não vence os portistas desde 1971 e, no contexto actual, com os comandados de Jesualdo Ferreira quase a passear pela Liga, parece utopia sonhar em ganhar pontos frente a tão poderoso adversário. Certo? Errado.
O antigo jogador dos azuis e brancos, que nunca escondeu o carácter especial de mais um regresso a uma casa bem conhecida, acredita que as possibilidades dos estudantes não são assim tão diminutas: «É um jogo frente a uma equipa que não merece contestação quanto ao seu rendimento esta época, sabemos as dificuldades que nos esperam, mas não quero adoptar o discurso de alguns colegas [Jaime Pacheco] e falar numa máquina trituradora ou que não podemos perder a nossa identidade. São 90 minutos, por vezes até mais, porque é depois dos 90 que temos sofrido golos [sorrisos]. Vamos dar tudo, jogar de forma organizada e concentrada, para tentarmos pontuar.»
O treinador da Briosa relativiza a questão do cansaço dos portistas, lembrando que utilizaram equipas diferentes no Bessa, e com o Schalke 04. «Estamos à espera de um F.C. Porto forte. Na primeira volta, quando eles cá vieram, também tinham acabado de jogar com o Besiktas, e podem não ter estado tão fortes, mas estiveram sempre organizados, criaram oportunidades de golos, e atingiram os seus objectivos. A questão do desgaste, só o jogo o dirá. Vai depender também da forma como a Académica poderá explorar e expor essa vertente», vaticina.
Os dois últimos dois resultados dos campeões nacionais poderão, ainda assim, funcionar contra os estudantes, que correm o risco de ter de pagar a factura: «Depois de dois jogos em que não atingiram os seus propósitos e sabendo que agora o Campeonato é a prioridade, vão criar-nos ainda mais dificuldades. Além disso, não é normal para um clube grande estar três jogos consecutivos sem ganhar.
A eliminação da Liga dos Campeões frente ao Schalke, num jogo em que Domingos considerou que os azuis e brancos foram melhores, levou-o a formular um pedido: «Costuma-se dizer que ganhe o melhor. Se os alemães foram piores, mas ganharam, agora também quero que a Académica seja pior e vença! Há sempre uma primeira vez para tudo e o F.C. Porto, normalmente, tem um jogo mau por ano. Esperemos que seja este, apesar de a história dizer que não lhes ganhamos desde 1971. Temos de viver do presente.»
O técnico dos estudantes promete apresentar um onze com «grande disponibilidade e desejo de estar nesta partida», ávidos de «entrar na história» do clube, perante uma formação com «melhor conhecimento do oponente do que ao contrário», pois o F.C. Porto, devido aos caprichos do calendário, vai defrontando os adversários dos conimbricenses na jornada seguinte.
Que não acredita em desmotivação da parte dos jogadores do F.C. Porto, pois, por conhecimento de causa, sabe que «jogam sempre nos limites».

Luís Aguiar trouxe 15 Kg de erva do Uruguai



O café está para os europeus, especialmente os latinos, como o mate para os sul-americanos. Essa bebida, à base de ervas, que se prepara num recipiente próprio (cuia), com água a ferver, e se vai bebendo através de uma espécie de palha metálica (bomba).
Os brasileiros chamam-lhe chimarrão e são sobretudo os do sul que o consomem. Mas esta espécie de chá está disseminada por quase toda a América do Sul, nomeadamente nas zonas onde os índios (quícha, ayamará e guarani), que inventaram a bebida, deixaram a herança para as gerações futuras: Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Vem este intróito a propósito daquilo que passou a ser uma novidade, quase uma excentricidade do ponto de vista ocidental, nos treinos da Académica. Além de surgir quase sempre de manga curta, logo pela manhã, mesmo nos dias mais gélidos, Luís Aguiar passou a ser uma atracção para os menos conhecedores da cultura sul-americana e desse curioso hábito de ir para todo o lado com o termo debaixo do braço.
Diz que não faz ideia do quanto consome por dia, mas assegura que o produto é natural, e não lhe causa qualquer influência na actividade física. É um vício, não há nada a fazer. «No Uruguai, toda a gente anda com o seu mate e vai bebendo ao longo do dia. É muito bom, sobretudo entre um grupo de amigos. Vamos conversando e bebendo, descontraidamente», desvenda.
O problema é encontrar os ingredientes necessários num país onde não existe esta tradição «É o drama dos uruguaios. Quando vimos para a Europa, trazemos uma mala só para a erva. Eu, por exemplo, trouxe 15 quilos», confessa, com um sorriso, o camisola 10 da Académica, antes de explicar como prepara a sua poção: «Coloco a erva na cuia e junto-lhe a água muito quente, depois ponho um pouco de água fria, para inchar, mas tudo dentro da medida certa, para que a erva não fique empastada.»
Como perito na matéria, Luís Aguiar distingue os vários tipos de mate e mostra-se, como não podia deixar de ser, apreciador daquele que se faz no seu país. «O da Argentina, por exemplo, leva açúcar e o do Paraguai é feito com sumo. Eu prefiro o nosso, que é amargo», admite.
Quando estava no E. Amadora, o jovem uruguaio tinha em Maurício, o companheiro perfeito para aquelas tardes de convívio ao sabor de um mate. Agora, na Académica, vai mantendo o hábito com Edgar. Isto enquanto não consegue convencer outros colegas a provar a sua especialidade.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Até sempre, Manuel Costa


Texto inicial em www.machanegra85.com

"Faleceu Manuel Costa, um dos mais emblemáticos membros do grupo que estava sempre presente no apoio à Mágica Briosa. A sua paixão pela Académica e a sua mentalidade foram ao longo dos anos um exemplo para todos e por isso Manuel Costa continuará sempre connosco. A Mancha Negra endereça à família as mais sentidas condolências neste momento difícil."

Manuel Costa foi, por mim, um exemplo a seguir, pelo seu espírito, pela sua mentalidade, pela sua simpatia, pela sua constante alegria. Lembro- me como se fosse hoje: foi a Académica jogar uma partida amigável a Miranda do Corvo e foi ele que me convidou a mim para eu ir com a Mancha ao Porto, ao estádio do Dragão, curiosamente... Ainda dizem que não existem coincidências...
Entrei, como todos os dias o faço, no site da Mancha, ao encontro de notícias sobre a viagem ao Dragão, no próximo Domingo. Quando vi o que lá estava, fiquei sem reacção. Não queria acreditar. Não tive a oportunidade de me despedir dele.
Um dia, convidámos o Manuel Costa para vir aqui à Lousã. Ele respondeu: " No Verão, quando os dias já forem maiores!". Estamos à espera...
Resta-me agradecer tudo o que ele fez, pelos momentos de amizade e alegria que passei com o Manuel Costa.
É um exemplo a seguir. Um grande Ultra que hoje nos abandonou.
Aproveito também para enviar as mais sentidas condolências à familia enlutada.
Um sentido abraço da Lousã. <3

terça-feira, 4 de março de 2008

Pedrinho, Pavlovic e Irineu não jogam no Dragão



A Académica começou nesta terça-feira a preparar a deslocação ao Dragão, no próximo domingo, em jogo da 22ª jornada da BWin Liga. No treino realizado na Academia Briosa XXI, saliência para a ausência de Orlando, que foi poupado devido a uma mialgia, mas estará recuperado para o jogo com os portistas.
Afastados da partida estão Pedrinho, devido a castigo, Pavlovic, ainda a recuperar de uma entorse num tornozelo, e Irineu, devido a uma ligamentite num joelho. Este dois últimos fizeram treino condicionado e vão manter-se assim durante os próximos dias.
Entretanto, o clube reagiu com satisfação ao facto de o Sindicato dos Jogadores ter considerado os estudantes como a segunda equipa que mais utiliza atletas portugueses.

domingo, 2 de março de 2008

Onde está o penalty?

Aos 90+2 minutos de jogo, o árbitro Carlos Xistra assinala uma grande penalidade a favor da equipa da casa, o Leixões. Numa primeira vista, toda a gente, inclusive os jogadores leixonenses, não vêem caso para a marcação do castigo máximo. Observando as imagens da TV, pode- se comprovar que a decisão do árbitro é completamente ridícula! A haver uma falta, esta é cometida sobre o central da Académica KaKá, e nunca ao contrário. Toda a gente viu o que realmente se (não) passou. O que é certo é que esta decisão teve influência clara no resultado e impediu, mais uma vez, a Briosa de somar os 3 pontos. Parece que a Académica incomoda a muita gente...
O árbitro devia precisar de umas férias pagas, e pelos vistos, vai têlas... Desculpem, mas o nome que minimamente se pode chamar a este senhor é "um verdadeiro bode"...



Veja o vídeo...









sábado, 1 de março de 2008

Leixões - Académica, 2 - 2. Árbitro influencia resultado


Novo empate para o Leixões, o 12º na competição para o rei das igualdades, conseguidos nos instantes finais através de uma grande penalidade duvidosa. A Académica só perdeu um jogo nos últimos oito, mas desperdiçou a oportunidade de fugir para lugares bem mais seguros. Esteve em desvantagem, conseguiu a reviravolta, mas viu Carlos Xistra descortinar uma infracção de Kaká ao minuto 90. Duvidoso, no mínimo, apesar da justiça do empate (2-2).
O Leixões apresentava um registo pouco feliz nas recepções à Académica. 34 anos sem uma vitória de trazer por casa, depois do sucesso na temporada 1974/75. Desde então, três vitórias da equipa de Coimbra e um empate.
Determinado a quebrar o enguiço e ganhar vantagem sobre um adversário directo na fuga à despromoção, depois da igualdade registada na primeira volta, Carlos Brito apresentou o esquema habitual, um 4-3-3 liberto de amarras.
Domingos Paciência, apostado em manter um ciclo positivo de oito jogos com apenas uma derrota, montou a casa a partir das fundações e voltou a apresentar quatro homens de combate no sector intermediário. No ataque, como vem sendo hábito, mudanças à medida das ocasiões. Desta feita, foi Luís Aguiar a vestir a pele de assistente do ponta-de-lança, Joeano.
A esquematização táctica do treinador da Académica deu frutos durante grande parte da etapa inicial, quebrando apenas num lance infeliz de Vítor Vinha, que foi batido por Jorge Gonçalves e acabou por derrubar o extremo do Leixões. Grande penalidade bem assinalada, cobrada a preceito por Roberto.
Num período pródigo em lances de bola parada, Joeano viria a restabelecer a igualdade pouco depois, na sequência de um canto. A equipa da casa demorou a reagir mas cresceu exponencialmente na recta final da primeira parte.
Nos últimos minutos, o Leixões criou três ou quatro oportunidades para marcar, sem sucesso, repetindo a dose no arranque da etapa complementar. Ao minuto 52, Roberto viu o poste roubar-lhe o bis. Na primeira parte, tinha sido Orlando a atirar ao mesmo ferro, mas então para infortúnio da Académica.
Roberto não conseguiu dobrar a sua conta pessoal no período mais inebriante dos «bebés» e as lágrimas vieram pouco depois. Cruzamento de Luís Aguiar, Ezequias aparece tombado no chão e Joeano ganha preciosos segundos para dominar a colocar a Briosa em vantagem. Joeano foi festejar o golo junto à nossa claque, a Mancha Negra. O avançado brasileiro deveria ter visto o segundo amarelo, o que não aconteceu.
Com nervos à flor da pele, perante um ciclo negativo de quatro jogos sem vencer (apenas um empate entre três desaires), o Leixões correu em busca do prejuízo mas não conseguiu disfarçar a ansiedade.
Domingos Paciência foi inteligente ao trocar o amarelado Vítor Vinha pelo estreante Cléber e Jorge Gonçalves foi perdendo margem de manobra à direita. Ainda assim, pelo centro, o artista local desperdiçou soberanas oportunidades nos últimos minutos, acabando por redimir-se ao garantir o empate, na cobrança de novo castigo máximo, desta vez bastante duvidoso.


Veja os golos e os roubos:

1-0 Roberto (gp)

1-1 Joeano

1-2 Joeano

2-2 Jorge Gonçalves (gp)